Zico estreou no profissional do Flamengo e ainda voltou ao juvenil antes de se firmar. O caminho até a camisa 10 que marcou a história do clube teve idas e vindas, contadas pelo próprio jogador em entrevista à FIFA.
O retorno à base antes da afirmação
Na entrevista publicada em março de 2024, Zico recorda a estreia aos 18 anos, contra o Vasco, sob o comando de Fleitas Solich. Em 1972, voltou ao juvenil; no ano seguinte, subiu novamente, desta vez com Jayme de Almeida no comando.
O relato contraria a ideia de uma passagem automática da base para o time principal. Ser promovido não eliminou as etapas seguintes de formação. Essa diferença também ajuda a acompanhar os jogadores da base do Flamengo sem tratar cada convocação como uma posição já conquistada.
Os números acima são os apresentados no levantamento do ge sobre o Hall do Manto, em 2023. Eles se referem à passagem pelo clube, não à soma da carreira, da Seleção ou de jogos festivos posteriores.
O Liverpool foi estudado antes de Tóquio
Na conversa com a FIFA, Zico descreve o trabalho de Jairo Santos na coleta de informações sobre o adversário. Jornais e revistas ajudaram a preparar o Flamengo. O camisa 10 também conta a orientação a Nunes para atacar o espaço atrás da defesa inglesa.
A lembrança acrescenta uma peça ao 3 a 0 na final de 1981: havia preparação para explorar o adversário, além do talento de quem executava as jogadas. Nunes marcou duas vezes; Adílio fez o outro gol.
Um vínculo que continuou depois dos jogos
Em maio de 2025, o Flamengo anunciou Zico como embaixador do clube. É uma função institucional distinta da carreira de jogador. O anúncio documenta outra forma de participação, sem alterar os números construídos em campo.
