Emerson Royal, Léo Ortiz e Saúl, do Flamengo, foram ao Maracanã neste domingo (27) ver Baltimore Ravens x Dallas Cowboys, o primeiro jogo da NFL no Rio. O público anunciado foi de 72.792 pessoas, mais do que o de Flamengo x Cruzeiro pela Libertadores, até então o maior do estádio em 2026, segundo o Lance.
Os três foram entrevistados na chegada e durante a noite. As falas abaixo são as publicadas pelo ge e pelo Lance, que acompanharam os jogadores no estádio.
Para Royal, foi o primeiro jogo de NFL da vida. Para Ortiz, fã desde criança, foi o fim de uma semana inteira de futebol americano.
Royal: "nervoso para ver o Maracanã de outra forma"
O lateral-direito contou ao ge que falou do jogo com a mulher na véspera. "Falei ontem com a minha mulher que estava nervoso para ver o Maracanã de outra forma, que nunca vi, é a primeira vez. Acho que vai ser uma experiência incrível, meu primeiro jogo também de NFL, espero que seja uma noite muito boa", disse Royal.
Ao Lance, ele admitiu que ainda é novato no esporte e apontou quem está ensinando as regras. "Eu gosto, comecei a acompanhar não faz muito tempo. O Léo Ortiz vem sendo meu grande professor aí."
Ortiz: "Parece até outro estádio"
O zagueiro joga no Maracanã quase toda semana e disse ao ge que estranhou o lugar montado para o futebol americano. "Está sendo muito incrível ver tudo isso de uma outra forma. Parece até outro estádio, às vezes, mas muito legal. Está sendo muito especial", afirmou.
Ele ligou a data ao primeiro ano dele no clube. "Eu jogando no Maracanã quase toda semana e logo no ano que eu estou aqui, a NFL vir fazer o primeiro jogo no Rio. Está sendo especial, estou muito feliz com esse momento que nós, brasileiros, estamos vivendo na NFL."
A coleção de camisas na parede
Ortiz contou ao ge que acompanha a NFL desde os 10 anos, pela TV e pelo videogame, e que a semana rendeu reforço para a coleção de casa. "Agora estou tendo essas oportunidades que o Flamengo me proporcionou essa semana de poder assistir o treino dos Cowboys, poder conhecer alguns jogadores que eu admiro muito, trocar camisa para aumentar minha coleção. Acho que estou com uma coleçãozinha boa lá em casa para colocar na parede."
A troca aconteceu na sexta (25), no CT George Helal, onde os Cowboys treinaram. Os detalhes daquele dia, com Dak Prescott e as camisas, estão em o treino do Dallas Cowboys no Ninho do Urubu.
Saúl e a brincadeira das músicas
No Lance, Royal pegou no pé do volante espanhol por causa das postagens com música. "Não deixa ele postar aquelas paradas com as músicas, não. Pô, tem família aí", brincou. Saúl respondeu na hora: "Não, não, hoje não tenho música. Hoje é somente para apreciar a NFL".
O volante também falou da pausa no calendário do Flamengo. "É muito bom. Ficar alguns dias de descanso e depois ter tempo para trabalhar ajuda bastante", disse ao Lance.
O público que passou o Flamengo
O público anunciado foi de 72.792 pessoas, número que aparece no resumo da partida na ESPN. Pelo levantamento do Lance, é o maior público do Maracanã em 2026.
A marca anterior era do Flamengo: 72.481 pessoas no 2 a 1 sobre o Cruzeiro, em 19 de agosto, na volta das oitavas da Libertadores, segundo o mesmo levantamento. Pela conta da Redação, a NFL teve 311 pessoas a mais. O jogo de agosto está no relato oficial do clube.
Quanto o Rio superou São Paulo
Foi a terceira vez da NFL no Brasil. As duas primeiras foram na Neo Química Arena, em São Paulo, com 47.236 pessoas em 2024 e 47.627 em 2025, pelos números reunidos pelo Lance.
Pela conta da Redação, o jogo do Rio teve cerca de 25 mil pessoas a mais que o de 2025, um aumento de 53%.

O jogo: vitória dos Ravens no último lance
Os Ravens venceram por 34 a 31. Pelo resumo publicado pelos Cowboys, Brandon Aubrey empatou em 31 a 31 com um field goal de 23 jardas a sete segundos do fim, e Tyler Loop, dos Ravens, acertou um field goal de 56 jardas na última jogada.
Aubrey é o kicker dos Cowboys cuja camisa foi parar com Ortiz no treino de sexta no Ninho. O dono da camisa quase levou o jogo para a prorrogação.
O Flamengo nos bastidores do Rio Game
A ligação do clube com o jogo não parou na arquibancada. Segundo o ge, o Flamengo cedeu o CT aos Cowboys, fez ações de divulgação e, no começo do mês, lançou uma linha de roupas que faz alusão ao clube e à NFL.
O cardiologista Luiz Macedo e o ortopedista Fernando Sassaki, do departamento médico do clube, foram contratados pela liga durante a passagem das equipes pelo país, também segundo o ge. Macedo coordena o departamento médico da NFL no Brasil, e Sassaki é o médico responsável pelos Cowboys.
O gramado e a volta do Flamengo
O campo recebeu fibra sintética costurada à grama antes do jogo. O Flamengo só volta ao Maracanã em 11 de outubro, contra o Fluminense, e o que foi feito no gramado está em a fibra sintética no Maracanã antes da NFL.
Antes disso, o time de Royal, Ortiz e Saúl enfrenta o Santos em 8 de outubro, na Vila Belmiro. As datas do mês estão em o calendário de outubro do Flamengo.



