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Maracanã recebe fibra sintética costurada à grama antes da NFL, e o Flamengo só volta ao campo em 11 de outubro

O que foi feito no gramado do Maracanã em 24/09, por que a NFL mexeu no campo, as queixas de Arrascaeta e Rossi e o prazo até o Fla-Flu de 11 de outubro.

Gramado do Maracanã visto da arquibancada inferior, com torcedores de camisa do Flamengo nas cadeiras amarelas e azuis e o placar eletrônico marcando Libertadores 2014
Arquivo: o gramado do Maracanã num jogo do Flamengo pela Libertadores, em 9 de abril de 2014, já depois da reforma para a Copa. Foto: Elvis Boaventura, Wikimedia Commons, licença CC BY 3.0. Origem, CC BY 3.0. Redimensionada; corte de exibição adaptado à tela.

O gramado do Maracanã recebeu fibra sintética costurada à grama em 24 de setembro, antes do jogo da NFL do dia 27. O Flamengo só volta a jogar no estádio em 11 de outubro.

A aplicação foi feita com uma máquina chamada GrassMaster Stitch Machine, e o próprio Maracanã publicou as imagens nas redes sociais. Pela descrição do estádio, reproduzida pela Rádio Itatiaia, o procedimento é um reforço estrutural: uma sobrecostura que aumenta a resistência e a segurança do campo. Segundo a mesma reportagem, a máquina chegou ao país na própria quinta-feira, e a manutenção foi iniciada pela NFL.

O que foi feito no campo

O sistema costura fibras sintéticas por baixo da grama natural, o chamado gramado híbrido. O Maracanã já tinha essa estrutura, mas em outra configuração. A Itatiaia registra que a superfície atual tem fibras desde dezembro de 2021, numa operação de 2 milhões de perfurações, uma a cada 2 centímetros, que cobriu de 7% a 10% do terreno. A Coluna do Fla fala em uso do modelo desde 2022.

Nenhuma das fontes informa que percentual de fibra o campo terá depois desta nova costura.

Por que a NFL mexeu no gramado

Baltimore Ravens e Dallas Cowboys jogam no Maracanã no domingo, 27 de setembro, às 17h25, segundo a página oficial da liga. É o primeiro jogo da NFL no Rio de Janeiro. A Itatiaia relaciona o desgaste da superfície a dois fatores: as chuvas das últimas semanas na cidade e a sequência de partidas no estádio.

O diretor de campos da NFL, Nick Pappas, esteve no Rio e disse à imprensa americana que não havia preocupação com a realização do jogo. Perguntado sobre uma troca de estádio, respondeu que essa não era uma conversa em curso.

Jogadores do Flamengo abraçados em roda no gramado do Maracanã, de costas para a câmera, com a torcida ao fundo
Arquivo: jogadores do Flamengo em roda no gramado do Maracanã em Flamengo 2 x 1 Red Bull Bragantino, em 20 de setembro de 2026, o último jogo do clube no estádio antes da NFL. Foto publicada pelo Flamengo na nota oficial da partida; direitos reservados. Origem: flamengo.com.br.

O que os jogadores do Flamengo disseram

As queixas mais recentes vieram depois do 1 a 1 com o Independiente del Valle, em 17 de setembro, que deu ao Flamengo a vaga na semifinal da Libertadores. "O campo está cada vez pior, está cada vez mais difícil controlar a bola", disse Arrascaeta, segundo o Terra. Rossi reclamou das duas áreas: "Do jeito que a gente joga, é inacreditável a gente ter um campo assim".

O relato oficial daquele jogo já marcava a volta ao mesmo campo três dias depois, contra o Bragantino, em 20 de setembro, pelo Brasileirão, partida contada na matéria sobre a liderança do Brasileirão. Foi o último compromisso do Flamengo no estádio antes da pausa da Data Fifa.

Vídeo de ESPN Brasil. Abrir no YouTube.

Quanto tempo o campo terá até a volta do Flamengo

O próximo jogo rubro-negro no Maracanã é o Fla-Flu da 30ª rodada, em 11 de outubro, às 17h30, pela nota de ingressos do clube. Pela conta dos dias, são duas semanas entre o jogo da NFL e o clássico.

Depois disso, o calendário aperta. O Fluminense recebe o Palmeiras no Maracanã em 14 de outubro, e o Flamengo decide a semifinal contra o Estudiantes no mesmo estádio em 22 de outubro, conforme o calendário da Conmebol. São três jogos de Flamengo e Fluminense confirmados em 12 dias, sem contar outras datas que a CBF ainda possa marcar no estádio.

O que a NFL e o sindicato dos jogadores disseram

Na sexta-feira, 25, o diretor-executivo do sindicato dos jogadores da NFL, JC Tretter, publicou um comunicado no site oficial da entidade. Segundo o texto, os especialistas do sindicato e da liga concluíram que o campo precisava de mais tração e estabilidade e recomendaram a costura reforçada, com avaliação até o início do jogo.

Tretter escreveu que um campo solto e irregular costuma ser mais problema de jogabilidade e desempenho do que risco significativo de lesão, mas que isso ainda afeta a qualidade do jogo. Ele lembrou que dois dos três jogos da NFL no Brasil tiveram problemas com o campo e disse que esta época do ano torna muito difícil manter a grama no padrão da liga.

No sábado, 26, Nick Pappas, diretor de gramados da NFL, disse em entrevista que foram feitas melhorias adicionais e que um inspetor independente e um representante do sindicato avaliaram o campo. Segundo o Sportbuzz, ele afirmou que os testes foram concluídos e que a liga não vê motivo de preocupação. O mesmo relato informa que, depois do jogo deste domingo, o Maracanã terá 11 dias sem partidas, até Fluminense x Coritiba, em 8 de outubro.

O que já se sabe sobre o estado do campo

Até este domingo, a única avaliação pública depois da costura é a da própria NFL, e o jogo, que pode deixar novas marcas, ainda não aconteceu. O que existe é o plano de longo prazo. Em 11 de setembro, o Consórcio Fla-Flu, que administra o estádio, anunciou a troca da grama Bermuda Celebration por uma variedade híbrida mais resistente a partir de 2027, segundo o Diário do Rio.

A gestão citou um inverno mais quente que o normal, chuvas fortes e o excesso de uso: o estádio deve fechar setembro com 58 jogos em 2026, muito mais que o Mineirão, segundo mais usado do Brasileirão. O CEO do Maracanã, Fred Nantes, disse que a troca será feita depois do fim da Série A, em dezembro. Até lá, o Flamengo joga no campo que existe hoje, com o reforço desta semana.

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