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Nação Legado vai pagar um ano de alimentação a ex-jogadores do Flamengo, com dinheiro do leilão dos bustos

Flamengo Legends indica os ex-atletas; Paulo Henrique e Ubirajara são os primeiros. Veja como funciona o Lance Histórico, com R$ 50 e jantar em 30 de outubro.

Bruno Henrique, camisa 27 e braçadeira de capitão, grita em comemoração no Maracanã, com Arrascaeta desfocado ao fundo
Bruno Henrique comemora em Flamengo x Independiente Medellín, pela Libertadores, no Maracanã, em 16 de abril de 2026; ao fundo, Arrascaeta. Arquivo, anterior ao lançamento do Nação Legado. Adriano Fontes/Flamengo, Flickr oficial do clube; direitos reservados. Adriano Fontes / Flamengo, direitos reservados, reprodução editorial. Redimensionada; corte de exibição adaptado à tela.

O Nação Legado, do Flamengo, vai bancar por um ano a alimentação de ex-jogadores em dificuldade. Quem escolhe os nomes é o Flamengo Legends, e o dinheiro sai do leilão Lance Histórico.

O programa foi lançado em 17 de setembro, em nota oficial do clube, como uma plataforma "para celebrar a história do clube". A primeira ação é o Lance Histórico, um leilão beneficente em duas etapas, com jantar no Maracanã em 30 de outubro.

Quem recebe a ajuda e quem decide

Pela nota do Flamengo, o apoio a atletas "em situação de vulnerabilidade financeira" será feito em parceria com o Flamengo Legends, "que apontará os nomes que receberão ajuda". A página de perguntas do Nação Legado detalha o formato: "apoio por um ano, voltado à alimentação". O clube não publicou critério de escolha nem canal para um ex-atleta pedir o auxílio.

Dois nomes já foram divulgados pelo ge, em reportagem de Marcello Neves. Um é Paulo Henrique, lateral do Flamengo nos anos 1960 que disputou a Copa de 1966 pela Seleção. Ele já foi contatado. "Eu sempre fui Flamengo, desde que nasci. Meu pai e minha mãe eram flamenguistas", disse ao ge. O outro é Ubirajara Alcântara, goleiro que, pelo mesmo relato, está no Guinness por ter feito em 1970, pelo Flamengo, o primeiro gol de goleiro da história do futebol.

Vídeo de Flamengo TV. Abrir no YouTube.

De onde vem o dinheiro

Da própria torcida. Qualquer pessoa pode contribuir com R$ 50, valor que a página oficial diz ser "destinado integralmente à causa", e recebe um certificado digital do Flamengo. Essa contribuição é também o ingresso para a segunda forma de participar: sem ela, não se entra no leilão digital.

O caminho inverso não vale: quem só quer ajudar não precisa disputar lance. A página de perguntas diz que a contribuição, "por si só, já apoia as três frentes da iniciativa". O atendimento do site funciona de segunda a sexta, das 9h às 18h.

No leilão digital, os 131 maiores lances ganham um convite, com acompanhante, para o jantar no Maracanã. A conta é simples: são até 262 pessoas na noite de 30 de outubro, com Arrascaeta e Bruno Henrique presentes. Lá acontece o leilão presencial, que tem ainda outros itens: jantar com Zico, jogo no Lounge Presidencial do Maracanã, uma pelada no Ninho do Urubu para o vencedor e 35 amigos e mantos autografados por ídolos.

Como funcionam os nomes nos bustos de Arrascaeta e Bruno Henrique

O ponto alto do jantar é a disputa pelos pedestais dos bustos dos dois jogadores do elenco atual. Serão 21 nomes gravados. O maior lance vale inscrição nos dois bustos; os 20 seguintes completam a lista, com 11 nomes em cada pedestal, "uma referência aos 11 jogadores que compõem um time de futebol", segundo o clube. Somando, são 22 inscrições para 21 pessoas, porque o primeiro colocado aparece duas vezes.

A homenagem conversa com números recentes da dupla, como a marca de Bruno Henrique contada na matéria sobre os 600 jogos na carreira e os 200 jogos de Arrascaeta no Maracanã.

Arrascaeta, de costas com o nome e o número 10 na camisa rubro-negra, prepara um passe no Maracanã
Arrascaeta com a bola em Flamengo x Independiente Medellín, no Maracanã, em 16 de abril de 2026. Arquivo; não retrata o Nação Legado. Adriano Fontes/Flamengo, Flickr oficial; direitos reservados. Origem: Flickr oficial do Flamengo.

Para onde vai o resto do dinheiro

O Nação Legado tem três frentes. Além do auxílio aos ex-jogadores e da produção dos bustos, a arrecadação vai para a infraestrutura da base e do futebol feminino, com a construção de um miniestádio no Ninho do Urubu, e para o Jogaremos Juntos, projeto da Responsabilidade Social do clube. Segundo o Terra, com texto do Gávea News, o projeto atende hoje mais de 1.200 crianças em oito comunidades do Rio e da Baixada Fluminense.

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