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Boto cita Prestianni e mais três jogadores de Portugal que "caberiam no Flamengo" e diz que vender não é objetivo

Em Portugal, o diretor do Flamengo citou Froholdt, Maxi Araújo, Tomás Araújo e Prestianni, suspenso pela Uefa após caso com Vini Jr., e falou de vendas e pressão.

José Boto, de barba grisalha e roupa escura, sentado numa poltrona branca fala ao microfone de lapela diante de um telão azul
José Boto no painel do Portugal Football Summit, em Oeiras, Portugal, em 24 de setembro de 2026. Divulgação / Flamengo (flamengo.com.br); direitos reservados. Divulgação / Flamengo, direitos reservados, reprodução editorial. Redimensionada; corte de exibição adaptado à tela.

José Boto, diretor de futebol do Flamengo, citou Prestianni, Froholdt, Maxi Araújo e Tomás Araújo como jogadores da liga portuguesa que "caberiam no Flamengo".

Atualização em 26/09/2026: depois do painel em Oeiras, Boto deu entrevista ao jornal Record e falou de nomes, segundo o ge. Não há proposta nem negociação anunciada por nenhum dos quatro.

Os quatro jogadores que Boto citou

O primeiro foi o dinamarquês Victor Froholdt, meio-campista do Porto, que ele disse acompanhar desde o ano passado. Depois vieram o uruguaio Maximiliano Araújo, do Sporting, que joga pela esquerda, o argentino Gianluca Prestianni, do Benfica, chamado de "excelente jogador", e o zagueiro português Tomás Araújo, também do Benfica.

Por que o nome de Prestianni pesa

Prestianni foi suspenso de forma provisória pela Uefa por seis jogos, por conduta discriminatória contra Vinicius Júnior em Benfica x Real Madrid, pela Liga dos Campeões, em fevereiro de 2026, segundo o ge. Neste ano, no amistoso contra o Benfica em Portugal, a torcida do Flamengo vaiou o argentino e gritou o nome de Vini Jr.

O jogador português e o Brasil

Boto disse que o atleta português ainda não vê o Brasil como destino, embora os salários aqui sejam, nas palavras dele, "muito, muito bons". Para o dirigente, falta essa cultura de sair de Portugal para o futebol brasileiro.

O que Boto disse no painel

José Boto, diretor de futebol do Flamengo, disse em Portugal que vender jogadores não é objetivo do clube e que a pressão sobre o elenco no Brasil é "multiplicada por mil".

As falas saíram de um painel do Portugal Football Summit, nesta quinta-feira (24), na FPF Arena Portugal, na Cidade do Futebol, em Oeiras, na região de Lisboa. O próprio clube publicou o resumo no site oficial do Flamengo, com três citações do dirigente. O jornal português Record registrou outras, sobre pressão, reforços jovens e o limite de estrangeiros.

O que Boto disse sobre vender jogadores

A frase mais direta sobre mercado está na nota do clube: "O Flamengo não tem como objetivo vender jogadores. Compra para rendimento e o nosso mote é vencer, vencer, vencer. Podemos agora pensar no médio prazo porque o que tínhamos em casa já era muito competitivo".

Segundo o texto do Flamengo, a estratégia de 2026 junta jogadores experientes e jovens de potencial, com foco no resultado imediato e na formação do grupo para os anos seguintes. A declaração não é regra escrita nem impede negócios. Boto descreveu a prioridade do futebol, e não uma proibição de vender. O caminho entre interesse, proposta e acordo está explicado no guia de mercado do site.

A pressão "multiplicada por mil"

A expressão que virou manchete em Portugal apareceu quando o dirigente explicou como o Flamengo escolhe quem contrata. Pelo relato do Record, Boto disse que o jogador contratado pelo Flamengo precisa estar pronto para jogar e também "para a loucura que é o campeonato brasileiro".

Na sequência, falou da troca rápida de avaliação sobre os atletas: "De três em três dias passas de besta a bestial, de uma forma mais agressiva e até mais invasiva da vida privada dos jogadores". E fechou: "No Flamengo esse exagero é multiplicado por mil". Para ele, quanto mais experiente o jogador, maior a capacidade de suportar esse ambiente.

Quatro pessoas sentadas em poltronas brancas num palco com telão azul, José Boto à esquerda, diante da plateia
José Boto, na poltrona da esquerda, no painel sobre liderança do Portugal Football Summit, em Oeiras, em 24 de setembro de 2026. Divulgação / Flamengo (flamengo.com.br); direitos reservados. Origem: flamengo.com.br.

Por que Freitas e Valencia chegaram agora

O mesmo raciocínio sobre pressão serviu para explicar a janela. Joaquín Freitas e Anthony Valencia, os dois reforços jovens da janela, não representam mudança de estratégia, segundo o diretor. "Achámos que era a altura ideal para trazer sangue novo, porque a equipa estava com uma média de idades muito alta. No imediato quase não precisávamos de contratações, mas pensamos no Flamengo de 2027 e de 2028", disse, conforme o Record.

É a mesma lógica da frase sobre o "médio prazo" registrada pelo clube. A chegada da dupla está detalhada na matéria sobre a apresentação dos reforços.

A relação com Bap e as redes

O painel também tratou da relação com o presidente Luiz Eduardo Baptista. "A relação com o presidente BAP é muito boa, muito positiva. Muitas vezes os clubes são geridos de fora para dentro e nós não deixamos que assim seja", afirmou Boto, na nota oficial.

Em seguida, citou os críticos de internet: "Eu e o presidente decidimos que vamos manter a nossa estratégia, mesmo que os canais do YouTube e influenciadores digam coisas completamente diferentes". Sobre a própria função, disse que o diretor esportivo "não é apenas a pessoa que contrata jogadores nas janelas e depois desaparece" e que, no Flamengo, "tudo o que não seja ganhar é um mau resultado".

A crítica ao corte de estrangeiros

O trecho com efeito mais concreto para o elenco é o que trata do limite de estrangeiros. Boto disse ao painel, pelo Record, que "dos quatro semifinalistas da Libertadores, três são brasileiros" e atribuiu isso à qualidade dos estrangeiros. Para ele, a medida "enfraqueceria a liga brasileira".

A redução gradual aprovada pelos clubes baixa de 9 para 5 os estrangeiros relacionados por rodada até 2030, segundo a Coluna do Fla, que cita o voto contrário do Flamengo ao lado de Bahia e Londrina. O ge e a nota da CBF falam em apenas dois votos contra, com o Flamengo entre eles. O impacto no elenco atual, com dez estrangeiros, está na matéria sobre a decisão da CBF.

Quem é Boto e quem dividiu o palco

Português, Boto chegou ao Flamengo em 2025, a convite de Bap. Antes, foi chefe de observação do Benfica de 2007 a 2018 e diretor esportivo do Shakhtar Donetsk, do PAOK e do Osijek, segundo a Coluna do Fla.

No painel sobre liderança e construção de equipes, ele dividiu o palco com Fernando Meira, diretor desportivo do Vitória SC, Helena Costa e Sami Khedira, assistente técnico do Real Madrid, informa o clube. A entrevista abaixo é anterior ao evento: em 9 de setembro, Boto falou do elenco e de Leonardo Jardim à ESPN Brasil.

Vídeo de ESPN Brasil. Abrir no YouTube.
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