Júnior não subiu ao profissional do Flamengo como lateral-esquerdo. O jogador que se tornaria referência naquela posição começou a transição pela direita. Mais tarde, o meio-campo e até a defesa também entrariam nessa história.
Em entrevista ao ge em julho de 2024, ele contou que jogava no meio quando Modesto Bria e Jayme Valente o convenceram a tentar a lateral direita. Havia concorrência no meio e espaço naquela função.
Duas passagens, uma carreira que mudou de função
O levantamento do Hall do Manto situa suas duas passagens pelo Flamengo entre 1974 e 1984 e entre 1989 e 1993. No intervalo, atuou na Itália por Torino e Pescara.
Júnior participou das conquistas da Libertadores e do Mundial.
Retornou ao Flamengo depois da passagem pela Itália.
Conquistou mais um Campeonato Brasileiro pelo clube.
Na entrevista de 2024, Júnior recordou que Valdir Espinosa o escalou na zaga contra o Vasco, em 1989. A experiência como líbero no Pescara ajudou a ler os lançamentos. O episódio mostra por que uma única posição não resume seu repertório.

O jogador mais velho entre os jovens de 1992
Júnior também lembrou a convivência com atletas como Júnior Baiano, Djalminha e Nélio na reta final da carreira. Não se incomodava com o apelido Vovô-garoto: entendia que destacava sua capacidade de acompanhar os mais novos.
O contraste entre as gerações ajuda a perceber a distância entre o campeão de 1981 e o de 1992. O personagem era o mesmo, mas os companheiros e as tarefas em campo já haviam mudado. Para rever a primeira dessas equipes, leia a história da final contra o Liverpool.
