O Botafogo entrou na final do Brasileiro de 1992 com a vantagem de dois empates. O Flamengo mudou essa condição no primeiro jogo: venceu por 3 a 0 e passou a depender apenas de não perder a volta por quatro gols de diferença. Uma semana depois, o 2 a 2 confirmou o título.
A final foi disputada no Maracanã. O especial do ge pelos 30 anos da conquista registra que a vantagem botafoguense vinha da melhor campanha e que o Flamengo construiu os três gols ainda no primeiro tempo do jogo de ida.
A final não começou equilibrada
Em 12 de julho, o Flamengo venceu por 3 a 0. O resultado alterou completamente o segundo encontro: o Botafogo já não jogava pelo empate, e o Flamengo levava uma margem concreta para a volta.
No dia 19, Júnior abriu o placar da segunda partida em cobrança de falta, como relembra o registro em vídeo do ge. O placar terminou 2 a 2 e confirmou a conquista rubro-negra.
Um regulamento distante da Série A atual
O Brasileiro de 1992 não era por pontos corridos. Depois da primeira fase, oito clubes foram divididos em dois quadrangulares. Só o vencedor de cada chave chegava à final, conforme o histórico de regulamento e jogos do Bola N@ Área.
Aplicar a lógica atual àquela campanha distorce a leitura da tabela. A melhor campanha do Botafogo deu a ele uma vantagem na decisão, mas o 3 a 0 da ida mudou o cenário da final.
Júnior ligou duas gerações do Flamengo
Júnior era o remanescente da equipe campeã mundial em 1981. Em 1992, foi capitão de um elenco que também tinha jovens formados na base, como recorda o histórico da Copinha publicado pelo Flamengo.
Conheça a trajetória de Júnior e compare a regra daquela final com a decisão do Brasileiro de 1980, que teve outro critério de desempate.
