Atlético-MG 1 a 0 no Mineirão. Flamengo 3 a 2 no Maracanã. A soma dos gols da final brasileira de 1980 ficou em 3 a 3, mas não houve disputa de pênaltis: o Flamengo tinha a vantagem obtida pela melhor campanha nas semifinais.
A explicação aparece na retrospectiva do Lance publicada pelo UOL nos 40 anos da conquista. O Flamengo havia vencido os dois jogos contra o Coritiba. O Atlético chegara à decisão com uma vitória e um empate diante do Internacional.
A semifinal dava ao Flamengo uma condição específica
A derrota em Belo Horizonte obrigava o time rubro-negro a vencer a segunda partida. O 3 a 2 cumpriu essa tarefa e igualou a soma de gols. Com a vantagem regulamentar a seu favor, o Flamengo ficou com a taça.
Não foi uma classificação pelo gol fora de casa. O Atlético marcou duas vezes como visitante, e o Flamengo não marcou nenhuma. Aplicar esse critério àquela decisão levaria justamente à conclusão errada.
Nunes fez o gol que mudou o campeão
Na partida de 1º de junho, Nunes marcou duas vezes, e Zico fez o outro gol rubro-negro. Reinaldo marcou os dois do Atlético. O último gol de Nunes desfez o 2 a 2, placar que ainda deixava a equipe mineira com o título.
A reportagem do ge com participantes daquela campanha recorda a final e o retorno de Nunes ao futebol brasileiro. O jogo também teve três expulsões do Atlético, parte da história de uma decisão marcada por controvérsia.
O primeiro Brasileiro abriu uma série de conquistas daquela geração. Nunes voltaria a marcar em outras decisões, como mostra o recorte de seus gols entre 1980 e 1982.
