Estudiantes e Flamengo podem fazer no máximo cinco substituições cada um na semifinal da Libertadores, quinta-feira (15), às 21h30, em La Plata. A Conmebol também pode determinar uma pausa de reidratação de até 90 segundos por tempo, segundo o Manual de Clubes da competição.
O limite vale para os dois jogos da semifinal. A sexta troca só existe numa situação: prorrogação na final. Nem a ida em La Plata nem a volta, em 22 de outubro, entram nessa exceção.
A pausa é outro assunto. O manual diz que a Conmebol "poderá" aplicá-la, de qualquer fase em diante. Até a publicação deste texto, a entidade não havia dito que o fará neste jogo, então o torcedor deve tratar a parada como possibilidade, não como certeza.
Cinco trocas, e a sexta só na final
O item 5.1.10 do Manual de Clubes Conmebol Libertadores 2026 permite "um máximo de 5 substituições" por equipe, seguindo as regras da IFAB e da Fifa. Em caso de prorrogação na final, os times podem fazer, "excepcionalmente", uma sexta.
Para Leonardo Jardim, isso quer dizer cinco chamadas ao banco em 90 minutos, mais os acréscimos.

A troca de quem se machuca antes do apito
Se um dos onze titulares da lista inicial não puder começar por lesão, o técnico pode trocá-lo por qualquer reserva elegível antes de a bola rolar. O manual exige relatório médico entregue ao delegado da partida e ao médico de campo da Conmebol.
Essa troca não gasta nenhuma das cinco. O time mantém todas as substituições do jogo. O lesionado sai da súmula, não pode sentar no banco e deixa de ser elegível até para o controle de doping. O clube também não pode incluir um nome novo: o banco fica com um reserva a menos.
Concussão tem troca à parte
O mesmo item prevê uma substituição por concussão para cada equipe, que pode ser feita mesmo depois das cinco. Quando um time usa essa troca, o rival ganha automaticamente o direito a uma substituição extra, conforme a Regra 3 da IFAB.
A troca extra do adversário vale só como substituição adicional, e não substitui as regulamentares. O médico do clube tem 3 minutos, em campo, para avaliar a suspeita de traumatismo craniano. Se ela se confirmar, o jogador sai. E só o médico do próprio clube pode autorizar a volta ao jogo.
A pausa de reidratação: até 90 segundos por tempo
O item 5.1.9.2 dá à Conmebol o poder de determinar, de qualquer fase, uma pausa de reidratação de até 90 segundos por tempo de jogo. Os jogadores vão para a área na frente do banco e ficam dentro do campo. O árbitro decide a hora de recomeçar.
A produção da Conmebol pode aproximar câmeras e microfones nessa parada para captar imagens e sons, "incluindo eventuais instruções" da comissão técnica aos jogadores. Para quem vê pela TV, é o momento em que a conversa de Jardim com o time pode aparecer no replay.
O manual diz ainda que a pausa de reidratação não tem relação com temperatura nem com o clima. Ela é diferente da pausa de refresco, do item 5.1.9.1, criada para calor extremo.
Pausa de refresco: só com calor
A pausa de refresco depende de medição. Uma hora antes do jogo, o médico de campo avisa o árbitro e o delegado, que informam as equipes, a TV e a imprensa. O protocolo manda aplicá-la se o índice WBGT, que combina temperatura, radiação e umidade, passar de 32 graus.
Quando ocorre, o árbitro para o jogo por 90 segundos a 3 minutos, por volta dos 30 minutos de cada tempo, perto dos 30 e dos 75 do jogo. O tempo perdido volta no fim do tempo regulamentar.
Para ver como a Libertadores se decide depois da semifinal, o portal tem o texto sobre formato e desempate da Libertadores 2026. A lista de inscritos e as trocas de nomes até a final estão em a matéria sobre Arrascaeta e a lista da Libertadores, e a transmissão está em onde assistir à ida. A bola rola quinta, às 21h30.



