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Libertadores zera cartões na semifinal: o que vale para o Flamengo

Os amarelos da Libertadores zeram na semifinal contra o Estudiantes. A conta da Redação: com dois jogos, só expulsão tira jogador antes da final.

Jogador do Flamengo com o nome Jorginho nas costas do manto abraça companheiro de camisa rubro-negra que aperta o punho
Jorginho comemora com companheiro em jogo do Flamengo no Maracanã. Foto: Flamengo (site oficial); direitos reservados. Origem, direitos reservados, reprodução editorial. Redimensionada; corte de exibição adaptado à tela.

Os cartões amarelos acumulados na Libertadores perdem o efeito a partir da semifinal, e o Flamengo chega ao jogo de ida contra o Estudiantes, quinta-feira (15), às 21h30, em La Plata, com a contagem zerada. A regra consta do Manual de Clubes da Conmebol para 2026. A expulsão não zera: Jorginho segue suspenso para a ida.

O item 3.8.2 do manual diz que três amarelos, seguidos ou alternados, tiram o jogador da partida seguinte. No mesmo item, a acumulação até as quartas de final, fase preliminar incluída, "queda sin efecto" a partir do início das semifinais. Em português: deixa de valer.

Até esta edição, os cartões zeravam ao fim da fase de grupos. O Terra, em 17 de setembro, lembrou que a regra mudou em 2026 e que os amarelos passaram a andar até o último jogo das quartas.

A única exceção está no último jogo das quartas

O manual abre uma porta estreita. Quem recebeu, no último jogo das quartas, o amarelo que gerou a suspensão automática cumpre esse jogo na semifinal. É o caso de quem chegava com dois e levou o terceiro.

Antes da volta contra o Independiente del Valle, o Terra apontava Luiz Araújo como o único do elenco com dois amarelos, um contra o Independiente Medellín, em abril, outro contra o próprio Estudiantes, em maio. O relato do jogo, na matéria do portal sobre a classificação sobre o Del Valle, cita só Paquetá, Jorginho e Pulgar como advertidos no Maracanã. Luiz Araújo não aparece na lista, e a matéria não conferiu a súmula oficial.

Por que Jorginho continua de fora

Zerar amarelo não apaga vermelho. Jorginho levou dois amarelos no 1 a 1 do Maracanã e foi expulso, e a suspensão automática vale para a ida. Na volta, em 22 de outubro, ele pode jogar.

É a diferença que o torcedor costuma embaralhar. O amarelo é uma conta que o campeonato pode zerar. A expulsão é uma punição já aplicada, cumprida no jogo seguinte da competição, qualquer que seja a fase.

Jogadores do Flamengo de camisa branca posam em duas filas diante do banner da Conmebol Libertadores no Estadio UNO
Time do Flamengo posa diante do banner da Conmebol Libertadores antes de Estudiantes x Flamengo, no Estadio UNO, em 25 de setembro de 2025. Foto de arquivo: Flamengo (Flickr oficial); direitos reservados. Origem: flickr.com.

A conta da Redação: dois jogos não bastam para três amarelos

A semifinal tem dois jogos, ida e volta. Um jogador só recebe um amarelo por partida, porque o segundo vira vermelho. Logo, no máximo dois amarelos em dois jogos, um a menos do que o necessário para suspender.

Esta é aritmética nossa, não uma frase do manual. O texto que a Redação consultou não diz o que acontece com os amarelos da semifinal depois dela. Na prática, quem toma amarelo em La Plata e outro no Maracanã não perde jogo por acúmulo antes da decisão. A Comissão Disciplinaria da Conmebol ainda pode punir por conduta, o que é outro assunto.

O que o cartão custa em dinheiro

O manual também fixa multas. Na semifinal, cada amarelo custa US$ 500. A expulsão direta tem piso de US$ 2.000, valor que a Comissão Disciplinaria pode elevar. Na final, os números sobem: US$ 2.000 por amarelo e US$ 4.000 por vermelho direto.

Para conferir cartões, suspensão e súmula em qualquer jogo, vale o texto sobre cartões e suspensão do Flamengo em cada competição. O mata-mata inteiro está em formato e desempate da Libertadores 2026. A bola rola quinta, às 21h30, no Estadio UNO.

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