Se o Flamengo terminar empatado em pontos com outro time do grupo na Libertadores de 2026, olhar apenas o saldo geral pode levar a uma conclusão errada. O primeiro bloco de desempate considera os jogos entre os clubes que terminaram igualados.
O Manual de Clubes da Conmebol, versão de fevereiro de 2026, estabelece a sequência: pontos nesses confrontos, saldo nesses confrontos e gols marcados nesses confrontos. Depois entram saldo geral, gols gerais, menos vermelhos, menos amarelos e sorteio.
O que isso muda para quem acompanha a tabela?
Considere dois clubes empatados em pontos ao fim do grupo. Um pode ter goleado o lanterna e acumulado saldo geral superior. Isso, sozinho, não o coloca à frente: primeiro é preciso conferir os resultados entre os empatados. O saldo de toda a campanha só entra se os critérios anteriores não resolverem.
É um exemplo de leitura da regra, não uma simulação da campanha atual do Flamengo. Quando a disputa envolve três clubes, o recorte precisa incluir os jogos entre todos os empatados; comparar somente dois deles não reproduz o critério.
Quem avança e quando o empate vira pênaltis
Os 32 participantes da fase de grupos são divididos em oito chaves. Os dois primeiros de cada grupo avançam às oitavas; o terceiro segue para os playoffs da Sul-Americana.
Oitavas, quartas e semifinais têm ida e volta. Empate em pontos e saldo leva aos pênaltis, sem vantagem por gol fora. Na final única, a igualdade após 90 minutos leva à prorrogação de 30 minutos; só depois, se necessário, aos pênaltis.
Por isso, a pergunta sobre desempate precisa indicar a etapa. Igualdade na tabela do grupo, no confronto de duas partidas e na decisão são situações diferentes. A Copa do Brasil de 2026 também tem final única, mas não adota a mesma sequência da decisão continental.
