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Flamengo recusou propostas por Lino e Léo Pereira para buscar o bi: quem ficou e quanto deixou de vender

Roma, Besiktas e Aston Villa fizeram ofertas por Lino, Léo Pereira e Royal, e City e Parma por João Victor. O Flamengo disse não e ficou abaixo da meta de vendas.

Jogador de camisa rubro-negra número 16, com LINO nas costas, é puxado pela camisa por um adversário de uniforme branco no gramado
Samuel Lino, camisa 16, é segurado pela camisa por um adversário no 3 a 0 sobre o Remo, no Maracanã, em 19 de março de 2026. Foto: Gilvan de Souza/Flamengo; direitos reservados. Origem, direitos reservados, reprodução editorial. Redimensionada; corte de exibição adaptado à tela.

O Flamengo recusou propostas oficiais da Roma, do Besiktas e do Aston Villa por Samuel Lino, Léo Pereira e Emerson Royal na última janela e, por isso, deve fechar 2026 abaixo da meta de R$ 250 milhões em vendas. Segundo o ge, o clube arrecadou cerca de R$ 170 milhões com negociações no ano.

A diretoria preferiu manter os titulares para tentar o bicampeonato do Brasileirão e da Libertadores. O Flamengo lidera a Série A com 10 rodadas por jogar e está na semifinal do torneio continental, segundo o mesmo texto. O clube também disse não a duas ofertas pelo zagueiro João Victor, de 19 anos.

Quem recebeu proposta, de quem e quanto

São cinco ofertas recusadas por quatro jogadores. Os valores em reais são a conversão que o ge publicou, e a coluna da direita aponta a reportagem do ge sobre cada caso.

JogadorClube interessadoOfertaEm reais, segundo o geReportagem do ge
Samuel LinoRoma (ITA)25 milhões de euroscerca de R$ 140 milhõesrevelada pelo site Coluna do Fla e confirmada pelo ge
Léo PereiraBesiktas (TUR)10 milhões de euros fixoscerca de R$ 58 milhões28 de julho
Emerson RoyalAston Villa (ING)9 milhões de eurospouco mais de R$ 53 milhões23 de junho
João VictorGrupo City10 milhões de euroscerca de R$ 58 milhões15 de julho
João VictorParma (ITA)10 milhões de euroscerca de R$ 58 milhões28 de agosto

Lino, Léo Pereira e Royal tiveram as propostas na mesa entre junho e julho, de acordo com o ge, e os três são considerados titulares. Royal vem sendo o titular da equipe na Libertadores.

A conta da meta: R$ 80 milhões de diferença

A meta era de R$ 250 milhões, e o ge fala em cerca de R$ 170 milhões arrecadados. A diferença é de uns R$ 80 milhões, conta da Redação. A matéria sobre as 20 saídas do ano fecha a soma em R$ 171,6 milhões, o que deixa o buraco em R$ 78,4 milhões.

Com os valores do ge, uma só oferta cobriria isso: a da Roma por Lino, de cerca de R$ 140 milhões, é quase o dobro da diferença. Duas também: Léo Pereira (R$ 58 milhões) mais Royal (R$ 53 milhões) somam uns R$ 111 milhões. O ge diz que o clube poderia ter alcançado a previsão orçamentária aceitando "uma ou duas" das ofertas.

É uma conta de dimensão, não de caixa. Proposta recusada não é dinheiro que deixou de entrar com certeza, porque a venda depende de acordo com o jogador e de pagamento do comprador.

Três jogadores de camisa rubro-negra abraçados e sorrindo no gramado à noite; o da esquerda, de barba, espirra água de uma garrafa
Léo Pereira (à esquerda), Pedro e um companheiro comemoram no Maracanã depois do 2 a 1 sobre o Fluminense, em 12 de abril de 2026. Foto: Gilvan de Souza/Flamengo; direitos reservados. Origem: flickr.com.

João Victor: a recusa que não é por causa do time

As duas ofertas por João Victor, uma do Grupo City e outra do Parma, valiam 10 milhões de euros cada. Segundo o ge, o caso é diferente do trio: o zagueiro ainda é pouco aproveitado no time principal. A diretoria decidiu não vendê-lo por acreditar que ele pode jogar no profissional no futuro e se valorizar no mercado.

O que o título pagaria e o que José Boto avisou

O ge calcula que, em caso de título da Libertadores, o Flamengo lucraria cerca de R$ 90 milhões a mais do que o orçado para o torneio, valor suficiente para cobrir a diferença da meta. Sem título, o texto aponta um rombo que, somado ao risco de perder o patrocinador master, pode forçar a venda de jogadores importantes no início de 2027. A Redação tratou do patrocínio master e da MP das bets em outra matéria.

O diretor de futebol José Boto falou do cenário em entrevista coletiva no Ninho do Urubu, na semana passada, segundo o ge:

"Nos piores cenários, podemos ter que ir para a venda de jogadores e a não reposição. Pode acontecer termos que vender os jogadores para termos esse dinheiro para pagarmos os compromissos que temos."

Boto também citou o risco de punição: "nós não vamos ficar devendo esse dinheiro que temos que pagar, até porque depois tem implicações, transfer bans e essas coisas todas". Na coletiva de quinta (1º), a Redação destacou outra fala dele, sobre salários até 2027, e o assunto já tinha aparecido em outra fala do diretor sobre vender jogadores.

A primeira prova da aposta vem na semifinal da Libertadores contra o Estudiantes: ida na quinta (15), às 21h30, com transmissão da ESPN, como mostra a matéria sobre onde assistir.

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