O Estudiantes, rival do Flamengo na semifinal da Libertadores, perdeu a Supercopa Internacional por 3 a 1 para o Rosario Central, viu briga no fim e perdeu dois meias lesionados.
A final foi disputada neste sábado (26), no Estádio Único Madre de Ciudades, em Santiago del Estero. Alexis Castro abriu o placar para o time de La Plata com menos de um minuto. Ángel Di María virou com dois gols, um de falta e outro de pênalti, segundo o La Nación, e Julián Fernández fechou a conta nos acréscimos.
Para o torcedor do Flamengo, o placar pesa menos que o prontuário. Faltam 19 dias para a ida da semifinal, e o Estudiantes saiu de campo com uma baixa séria no meio-campo e outra ainda sem diagnóstico.
Quem se machucou no Estudiantes
O uruguaio Gabriel Neves, ex-São Paulo e titular, caiu sobre o braço esquerdo numa disputa pelo alto com Federico Navarro logo no começo do jogo. A ambulância entrou no gramado para levá-lo a um hospital. O Infobae registrou a primeira avaliação passada pelo setorista Federico Bueno: possível fratura no punho, ainda a confirmar com imagens.
O jornal santiaguenho El Liberal publicou que o primeiro diagnóstico apontou fratura de cúbito e radio no braço esquerdo. Na noite de sábado, a Band relatou ter visto Neves com o braço enfaixado no hospital.
O substituto também durou pouco. Jalil Elías entrou no lugar de Neves e saiu antes dos 20 do primeiro tempo, com dor na perna esquerda. Segundo o mesmo relato do Infobae, os médicos falaram em lesão muscular, e ele recebeu gelo no joelho esquerdo. Fabricio Pérez entrou em seu lugar.

O que isso muda para a ida em La Plata
A Conmebol marcou a ida para quinta-feira, 15 de outubro, às 21h30, no Estádio UNO Jorge Luis Hirschi, e a volta para o dia 22, no mesmo horário, no Maracanã. Da final em Santiago del Estero, em 26 de setembro, até a ida são 19 dias, pela conta da Redação, e é esse o tempo que Neves tem para se recuperar.
Neves e Elías são meio-campistas. Se os dois ficarem fora, Alexander Medina perde duas opções para o setor.
Houve expulsão ou suspensão para a semifinal
Nenhum jogador do Estudiantes recebeu cartão vermelho, segundo os relatos de La Nación, Infobae e Estadão. O Estadão contou cinco amarelos para o Estudiantes e dois para o Rosario. A queixa platense foi a inversa: Elías Verón, do Rosario, já amarelado, cometeu falta dura no segundo tempo e seguiu em campo, até ser substituído pelo próprio técnico rosarino, conforme o La Nación.
Os amarelos saíram num torneio argentino, fora da Libertadores. Por isso, não entram na contagem de cartões da Conmebol para a semifinal.
Como a final terminou em briga
O pênalti que virou o jogo foi marcado no fim do primeiro tempo, depois de revisão no VAR, num contato de Leandro González Pirez em Enzo Copetti. O La Nación escreveu que as imagens mostram a falta fora da área. Verón e o técnico Alexander Medina não acreditaram na marcação, segundo o jornal.
O terceiro gol saiu com Fernando Muslera na área adversária, num escanteio do Estudiantes. O Infobae descreveu empurrões e golpes entre jogadores dos dois times no túnel do estádio, com reservas e dirigentes no gramado. O capitão Guido Carrillo pediu aos companheiros que não voltassem a campo, e o árbitro Darío Herrera esperou no meio de campo.
O que disseram Verón e Di María
Juan Sebastián Verón, presidente do Estudiantes, entrou no gramado para cobrar Herrera. Depois, à ESPN argentina, usou ironia: "Lo felicité. Dirigió muy bien. Nada que decir." Ele também disse que o time ficou "condicionado" e ficou para a premiação.
Do outro lado, Di María resumiu a confusão à imprensa argentina, na tradução publicada pelo Estadão: "Foi lamentável. Não fizemos nada para que isso acontecesse."
Por que Estudiantes e Rosario jogaram essa final
A Supercopa Internacional reúne o campeão do Troféu de Campeões de 2025, o Estudiantes, e o melhor da tabela anual da Liga Profissional, o Rosario Central, como lembrou a Coluna do Fla. O time de Medina chegou à semifinal da Libertadores depois de eliminar o Corinthians, numa campanha contada em como o Estudiantes chegou à semifinal.
A ida será no UNO, onde o Flamengo terá setor próprio para a torcida: são 4 mil lugares reservados aos visitantes. O próximo passo do Estudiantes é o boletim médico de Neves e Elías, que deve dizer se Medina terá os dois para o dia 15.



