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Rossi já jogou pelo Estudiantes: 3 jogos entre 2015 e 2016

Segundo a Conmebol, Rossi chegou a La Plata aos 19 anos e fez 3 jogos pelo Estudiantes, rival do Flamengo na semifinal da Libertadores que começa quinta (15).

Jogadores do Flamengo posam diante do painel da Libertadores no Estadio UNO
Time do Flamengo posa antes de Estudiantes x Flamengo, no Estadio UNO, em 25 de setembro de 2025. Foto de arquivo: Gilvan de Souza/Flamengo (Flickr oficial); direitos reservados. Gilvan de Souza/Flamengo (Flickr oficial), direitos reservados, reprodução editorial. Redimensionada; corte de exibição adaptado à tela.

O goleiro que parou o Estudiantes nos pênaltis de 2025 já vestiu a camisa do Estudiantes. Agustín Rossi chegou a La Plata aos 19 anos e disputou três partidas oficiais pela equipe principal entre 2015 e 2016, segundo a Conmebol. Na quinta-feira (15), o argentino volta a esse clube, agora como titular do campeão da Libertadores, na ida da semifinal.

Goleiro e lateral do Flamengo de uniforme rosa cruzam os braços no gramado do Maracanã
Rossi, de uniforme rosa, e Alex Sandro cruzam os braços no gramado do Maracanã antes do 3 a 0 sobre o Remo, em 19 de março de 2026. Foto de arquivo: Gilvan de Souza/Flamengo (Flickr oficial); direitos reservados. Origem: Flickr oficial do Flamengo.

A volta é no dia 22, no Maracanã. Entre uma partida e outra, Rossi reencontra uma equipe que conhece por dentro e que ele próprio tirou da Libertadores um ano atrás, com duas defesas na disputa de pênaltis. É um cruzamento de histórias que raramente aparece num mata-mata: o goleiro que já defendeu aquela camisa passa a ser o homem que pode decidir o confronto contra ela.

O vínculo com o Estudiantes é um detalhe pouco comentado da biografia de Rossi, e por isso ele ocupa este texto. Abaixo estão o que a Conmebol publicou, a cronologia de um goleiro que passou por quatro clubes antes de chegar à Gávea, as falas dele e do treinador que dão o tom do reencontro e o que está em jogo nos dois duelos.

Três jogos em La Plata, aos 19 anos

Segundo a Conmebol, Rossi foi revelado pelo Chacarita e chegou ao Estudiantes aos 19 anos. Na equipe principal, jogou três partidas oficiais entre 2015 e 2016. A entidade não informa as datas nem os adversários desses jogos, e este texto também não os cita: sem a súmula de cada partida, qualquer data seria chute.

Três jogos é pouco. Dá uma passagem curta, de quem aparece de vez em quando, não uma fase de titular. Mas o número pesa na história do goleiro, porque foi ali, num clube grande da Argentina, que ele passou a ser visto no futebol profissional de primeira linha. Depois, a Conmebol lista o Defensa y Justicia e o Boca Juniors, nessa ordem, até a chegada ao Flamengo, em 2023.

A cronologia que a própria Conmebol traça, sem datas de transferência, fica assim:

EtapaO que a Conmebol registra
FormaçãoRevelado pelo Chacarita
EstudiantesChegou a La Plata aos 19 anos; 3 jogos oficiais pela equipe principal, entre 2015 e 2016
ArgentinaPassagens por Defensa y Justicia e Boca Juniors
FlamengoChegada em 2023; recorde do clube em minutos seguidos sem sofrer gol e mais de 100 jogos

As lacunas entre uma linha e outra existem de propósito. O que a fonte não diz, a Redação não preenche.

“Eu joguei lá”: o que Rossi disse antes de 2025

Antes das quartas de final da edição passada, Rossi já tinha tocado no assunto. Segundo a Conmebol, ele disse: “Eu joguei lá, sei o que a CONMEBOL Libertadores significa para o Estudiantes”. A frase serviu de alerta. O goleiro conhecia a importância que o torneio tem para o adversário e avisou que o time argentino encararia a competição com peso de obsessão.

A fala tem dois lados. Mostra respeito pelo rival, o que cai bem a quem passou por Boca e Flamengo e sabe que a camisa pesa. E mostra que ele fala de Libertadores com a autoridade de quem esteve dentro do clube. A leitura é da Redação, e não substitui o que a fonte registra: a frase é dele, o resto é interpretação.

Como a falha virou promessa e a promessa virou duas defesas

A Conmebol reconta o jogo de volta das quartas de final de 2025. O Flamengo perdeu por 1 a 0 em La Plata, com gol de Gastón Benedetti nos acréscimos do primeiro tempo, e precisava dos pênaltis para avançar. Rossi assumiu parte da responsabilidade pelo gol. Depois do jogo, disse: “Sei que, durante o jogo, tive um pouco de responsabilidade no gol. Apesar disso, o goleiro precisa manter a cabeça forte. Disse aos meus companheiros que ia ajudá-los nos pênaltis. Falei para baterem com confiança, porque eu ia defender pelo menos um. Tive a sorte de defender dois e decidir a disputa.”

O técnico da época, Filipe Luís, contou o outro lado da conversa na coletiva. Segundo ele, Rossi veio falar antes dos pênaltis: “Deixa comigo que eu errei antes e vou classificar o Flamengo agora”. Filipe Luís disse que acreditou. “Por sorte ele fez duas grandes defesas, e conseguimos passar”, afirmou, de acordo com A Gazeta.

As duas defesas foram nas cobranças de Gastón Benedetti e Santiago Ascacíbar. Benedetti era o autor do gol da partida, e foi nele que Rossi pôs a mão primeiro na disputa. A história inteira cabe em três verbos: errou, prometeu, defendeu.

A reconstrução da noite está em outra matéria desta Redação. O histórico do clube em disputas de pênaltis na Libertadores está neste texto.

Calma como método

A Conmebol atribui ao goleiro uma explicação sobre o próprio jeito de jogar, dita à TNT Sports durante o título de 2025: “Se eu mantiver a calma, também transmito calma à equipe”. Mesmo quando as preocupações se acumulam por dentro, diz a entidade, ele oferece aos companheiros uma referência de serenidade.

É uma leitura da fonte, e vale tratá-la como tal. Calma não aparece em súmula. O que aparece são os jogos sem gol sofrido, e esses a Conmebol contou: na campanha de 2025, Rossi chegou à final sem sofrer gols em oito de suas doze atuações e somou mais uma partida sem ser vazado na vitória por 1 a 0 sobre o Palmeiras, em Lima. Oito em doze é a proporção de dois jogos em cada três.

No Brasileirão deste ano, a Redação já mostrou a conta dos jogos de Rossi sem gol sofrido numa matéria com base nas súmulas. A diferença é de fonte: aqui, o número da Libertadores vem da Conmebol, e lá o do campeonato nacional vem da CBF.

Um goleiro que dá assistência em mata-mata?

O dado mais inusitado da campanha de 2026 também está na reportagem da Conmebol. Nas quartas de final desta edição, o Flamengo perdia para o Independiente del Valle e jogava com dez. Rossi lançou do seu campo a bola que terminou na cabeçada de Giorgian De Arrascaeta, para o 1 a 1. Segundo a Opta, citada pela Conmebol, foi a primeira assistência de um goleiro em fases eliminatórias da Libertadores desde o início dos registros da empresa, em 2013.

O passe ajudou a selar uma classificação que já vinha encaminhada: o Flamengo tinha vencido a ida por 2 a 0, em Quito. O dado é da Opta, e quem o repassa é a Conmebol. Por isso a informação vai atribuída às duas.

Há ali uma pista para o jogo de quinta. O goleiro que parou dois pênaltis em La Plata e deu um passe decisivo contra o Independiente del Valle pode mudar o roteiro de um mata-mata de duas formas: defendendo e começando a jogada.

Cem jogos, um recorde e a pressão da posição

A Conmebol lembra que Rossi chegou ao Flamengo em 2023 e foi conquistando espaço. Ele estabeleceu o recorde do clube de minutos consecutivos sem sofrer gols e passou da marca de cem partidas. Ao ser homenageado pelo centésimo jogo, disse: “Cheguei ao Flamengo com o objetivo de fazer história”.

Em agosto de 2026, falou sobre a exposição que o cargo traz: “Sabemos que as críticas sempre vão existir, fazem parte do jogo”. Contou que evita acompanhar a repercussão nas redes sociais e que os anos no Boca e no Flamengo o ensinaram a entender a pressão da posição.

O técnico Leonardo Jardim, citado pela Conmebol, disse: “Rossi é um jogador importante e já demonstrou isso, principalmente nos últimos anos”. A frase vale como registro do que o treinador diz em público. Sobre o futuro do goleiro no clube, o que existe em fonte aberta está na matéria sobre o contrato e o plano para 2027, com a ressalva de que nenhuma proposta oficial foi divulgada.

Em março, na final do Campeonato Carioca, ele defendeu dois pênaltis contra o Fluminense. Depois do jogo, a Conmebol registra a frase: “Temos algo muito importante a fazer, que é tornar o Flamengo cada vez maior”. Somadas às duas defesas em La Plata em 2025, são dois jogos de mata-mata em que pênaltis defendidos por ele pesaram, segundo a mesma fonte.

O que vale acompanhar nos dois jogos

A ida está marcada para 15 de outubro, em La Plata, e a volta para o dia 22, no Maracanã, segundo a Conmebol. O Flamengo busca a quinta Libertadores da história. O Estudiantes, que a entidade descreve como em busca de uma nova final, joga a primeira partida em casa.

Há três pontos para olhar com o dado que está na fonte. O primeiro é o desempenho de Rossi em La Plata, estádio onde foi vazado por Benedetti em 2025. O segundo é a participação dele na saída de bola, já que a assistência para Arrascaeta mostrou que o jogo com os pés conta. O terceiro é a decisão por pênaltis, se houver: ele já mostrou o que faz nela, e o Estudiantes sabe disso.

O reencontro com o clube de 2015 e 2016 não garante nada em campo. Três jogos de uma década atrás são curiosidade de biografia, não fator tático. Mas quem acompanha o Flamengo ganha um motivo extra para olhar o gol na quinta-feira: o camisa 1 do campeão conhece esse adversário por dentro.

Horário e transmissão da ida devem ser conferidos nos canais oficiais da Conmebol e do Flamengo antes da bola rolar.

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