Lucas Paquetá voltou a vestir a camisa 11 do Flamengo em setembro de 2026, depois que Everton Cebolinha saiu para o Santos. O meia havia sido anunciado em janeiro com a 20. A troca retoma uma numeração que ele usou na primeira passagem pelo time principal, sem que o número, por si só, determine onde o técnico o escala.
O anúncio de retorno feito pelo clube informava a camisa 20 e lembrava que Paquetá já havia usado a 11 em 2018. O comunicado da saída de Cebolinha explica por que a 11 ficou disponível. A cobertura da mudança em 12 de setembro registra a retomada do número.
Paquetá retorna ao Flamengo com a 20.
Cebolinha deixa o clube para o Santos.
Paquetá passa a vestir a 11.

Por que a 11 já fazia parte da história dele
A relação de Paquetá com o número começou antes da primeira saída para a Europa. Segundo o histórico publicado pelo Flamengo quando anunciou o retorno, ele foi titular da Copinha de 2016 com a 11. Em 2018, herdou a numeração no time profissional depois da saída de Federico Mancuello. Naquele ano, terminou como artilheiro rubro-negro no Brasileiro, ainda conforme o clube. O novo uso da camisa, portanto, retoma uma fase identificável da carreira, e não um número escolhido ao acaso em setembro.
No retorno em janeiro de 2026, o Flamengo apresentou Paquetá com a 20 e contrato até dezembro de 2030. O clube ligou a escolha da 20 à memória de Vinícius Júnior. Quando Cebolinha saiu em 9 de setembro, a 11 ficou disponível. A ficha atual do atleta no site do Flamengo já o identifica com a 11. São três registros em momentos diferentes que permitem reconstruir a mudança sem depender de uma foto de uniforme fora de contexto.
O que o número conta e o que não conta
Camisas carregam memória para o torcedor. A 11 conecta duas fases da carreira rubro-negra de Paquetá; a 20 fora escolhida no retorno como referência à ligação com Vinícius Júnior. Esse simbolismo é real, mas não é informação tática. Para saber a função em campo, é preciso consultar a formação e a partida, não deduzi-la do uniforme.
Também não há relação automática entre camisa e função. A 11 pertenceu a um atacante de lado antes de voltar a Paquetá, que atua no meio e em zonas ofensivas conforme a partida. Para saber sua posição numa noite específica, é preciso observar escalação, organização do time e os minutos em campo. A numeração não é prova de mudança tática de Leonardo Jardim.
O próximo encontro previsto com o Santos pode tornar a troca visível porque Cebolinha estará do outro lado, mas isso não confirma que ambos jogarão. Confira os dados já indicados pela CBF para a partida. A fotografia acima é da chegada de Paquetá com a 20, meses antes de ele voltar a usar a 11.



