Jorginho criticou o pênalti e a expulsão no empate entre Santos e Flamengo, mas reconheceu sua responsabilidade no lance. Em entrevista reproduzida por Marcos Fla, o volante defendeu decisões mais simples na saída de bola e cobrou maturidade do elenco após a equipe perder o controle de uma partida favorável.
Jorginho contestou a decisão que resultou em pênalti para o Santos e em sua expulsão, mas também assumiu um erro na jogada. Depois do empate por 2 a 2 com o Flamengo, o volante defendeu que a equipe entendesse melhor quando insistir na saída de bola e quando afastar o perigo com um chutão.
A entrevista foi reproduzida pelo canal Marcos Fla, em publicação de 9 de outubro de 2026, com créditos à ESPN Brasil. Nas respostas após a partida, o meio-campista questionou a arbitragem, descreveu o contato que sofreu e cobrou uma revisão das próprias escolhas, sem limitar a explicação do resultado à atuação de Daronco.
Jorginho descreveu uma partida que saiu do controle
O volante começou a entrevista lembrando que o Flamengo havia iniciado bem, controlado o jogo, criado oportunidades e marcado seus gols. Na avaliação dele, a equipe passou a tomar decisões erradas e perdeu o controle que havia construído durante o confronto.
Jorginho relacionou a mudança a uma combinação entre as escolhas rubro-negras e o episódio de sua expulsão. Seu relato partiu de um time em situação favorável para explicar por que o empate terminou com tanta cobrança, tanto sobre a arbitragem quanto sobre o comportamento dos próprios jogadores.
Volante afirmou ter recebido empurrão pelas costas
A principal reclamação de Jorginho sobre o pênalti foi a existência de uma falta anterior. Segundo sua versão, ele recebeu um empurrão nas costas, caiu e teve o braço atingido pela bola, em vez de procurar deliberadamente segurá-la durante a disputa.
O jogador sustentou que a marcação deveria ter sido de falta a seu favor. Ele explicou que seu braço estava um pouco aberto e que o adversário chutou a bola nessa direção. Essa foi a interpretação apresentada por Jorginho na entrevista, em discordância com a decisão tomada em campo.
Pênalti e cartão vermelho viraram tema de outra pergunta
Um dos entrevistadores perguntou especificamente sobre o efeito conjunto da penalidade e da expulsão. A questão apresentada ao volante era se o Flamengo havia recebido duas punições pela mesma jogada, além da discussão sobre o contato que antecedeu a mão na bola.
Jorginho respondeu que Daronco havia produzido o pior cenário possível para a equipe. O volante argumentou que a revisão no VAR dava ao árbitro uma oportunidade de reconsiderar o lance, mas a decisão final manteve a penalidade e acrescentou a saída do jogador de campo.
Jorginho disse que restava seguir depois da decisão
O meio-campista reconheceu que não havia como voltar atrás no resultado daquela marcação. Mesmo ao demonstrar discordância, sua resposta apontou para a necessidade de continuar e tentar melhorar, já que a entrevista ocorria depois do encerramento da partida.
A fala não trouxe anúncio de recurso, punição ao árbitro ou medida oficial do Flamengo. Jorginho apresentou seu entendimento sobre o episódio e seus efeitos dentro do jogo, sem informar uma providência institucional para alterar a situação descrita no pós-jogo.
Contagem nos tiros de meta entrou na crítica ao critério
Ao ser perguntado sobre a influência da pressão sobre a arbitragem, Jorginho escolheu um exemplo que, segundo ele, era perceptível dentro de campo. O volante comparou a postura do árbitro nos tiros de meta quando o placar ainda estava zerado à adotada no segundo tempo.
Na descrição do jogador, a contagem não começava com o mesmo rigor no início, mas passou a ser sinalizada rapidamente depois de o Flamengo abrir 2 a 0. O questionamento era sobre uma diferença de critério percebida por ele, sem demonstração, na entrevista, de que uma pressão externa tivesse determinado as marcações.
Pergunta sobre pressão não foi confirmação de favorecimento
O entrevistador sugeriu que a repercussão na mídia poderia interferir nas decisões contra o Flamengo. Jorginho respondeu com a comparação sobre a contagem e outras percepções do jogo, mas não apresentou prova de uma orientação para favorecer o Santos.
A distinção importa para entender o teor da entrevista: a pergunta partiu de uma hipótese sobre o comportamento do árbitro. A resposta expressou insatisfação com a condução da partida e com o que o volante observou em campo, sem comprovar manipulação ou intenção deliberada de prejudicar uma equipe.
Irritação depois do jogo tinha mais de uma origem
Outro questionamento abordou a reação dos jogadores na saída do gramado. O entrevistador quis saber se a irritação estava ligada principalmente à arbitragem ou também ao resultado, já que o Flamengo havia deixado escapar uma situação de vantagem.
Jorginho respondeu que havia um pouco de tudo. Embora a conversa até aquele momento tivesse se concentrado nas marcações, ele fez questão de incluir a responsabilidade do time e os erros próprios entre os motivos para a frustração demonstrada após o empate.
Autocrítica começou pela recepção de costas para a pressão
O volante citou como erro sua decisão de receber e dominar aquela bola de costas. Ao avaliar a jogada, afirmou que poderia ter havido falta ou não, mas que isso não eliminava a necessidade de examinar a escolha feita por ele antes do desfecho.
Jorginho passou a cobrança para si mesmo antes de estendê-la ao elenco. O jogador disse que todos haviam cometido erros e defendeu que a análise começasse pelo que cada um poderia fazer melhor pelo Flamengo, em vez de se resumir a apontar responsabilidade para fora.
Chutão apareceu como alternativa para evitar o risco
Ao explicar onde o Flamengo começou a se perder, o meio-campista voltou às tomadas de decisão. Sua proposta foi simples: em algumas situações, afastar a bola e jogar de maneira menos elaborada poderia ser a escolha mais adequada para proteger a equipe.
O argumento não foi abandonar a construção de jogadas, mas reconhecer os momentos em que ela se torna difícil pela ação do adversário. Para Jorginho, dar um chutão não precisava ser tratado como problema se essa decisão impedisse a repetição de um risco desnecessário perto da defesa.
Maturidade foi a cobrança central sobre a saída de bola
O jogador defendeu que o Flamengo melhorasse a leitura das circunstâncias antes de insistir no passe. A presença de um adversário pressionando fazia parte da conta, e entender essa dificuldade era, em sua avaliação, um sinal de maturidade que o time precisava desenvolver.
A cobrança estava ligada ao tamanho e à experiência dos atletas do elenco. Jorginho argumentou que um grupo com aquele nível não deveria cometer os erros vistos na partida, conectando a qualidade dos jogadores à exigência de escolher soluções mais seguras quando necessário.
Jorginho afirmou estar chateado com o próprio lance
O volante declarou estar muito chateado com o que havia acontecido e disse que seria o primeiro a rever sua atuação. O reconhecimento do erro veio acompanhado de uma expectativa: que os companheiros também examinassem o que poderiam ter feito de forma diferente.
O pedido de autocrítica não anulou suas reclamações sobre a arbitragem, mas acrescentou outra responsabilidade à análise. A entrevista terminou com uma cobrança interna sobre o desempenho do Flamengo, especialmente sobre a capacidade de evitar decisões que abrissem espaço para a reação do adversário.
Marcos Fla apoiou a cobrança por escolhas mais simples
Durante a reprodução da entrevista, Marcos Fla interrompeu o trecho para concordar com a defesa do chutão. O apresentador disse que era esse tipo de posicionamento que o torcedor queria ouvir e criticou a insistência em sair jogando durante uma partida fora de casa que o Flamengo estava vencendo.
O comentário também atingiu Rossi, citado pelo comunicador em cobranças sobre a construção desde o goleiro. Essa avaliação pertence à reação de Marcos Fla; a autocrítica de Jorginho, por sua vez, concentrou-se no próprio domínio e na maturidade coletiva para perceber quando o passe oferece dificuldade.
Comparação com a Libertadores ampliou a crítica do canal
Marcos Fla relacionou o nervosismo observado contra o Santos a um confronto anterior com o Independiente del Valle. Segundo sua avaliação, mesmo com o Maracanã cheio e uma vantagem de dois gols, o Flamengo havia demonstrado mais tensão do que o adversário naquele jogo da Libertadores.
O apresentador usou a comparação para cobrar equilíbrio emocional e chegou a sugerir apoio profissional aos jogadores. Essa foi uma opinião expressa durante a reação, sem informação de diagnóstico sobre atletas ou anúncio de mudança na estrutura de acompanhamento oferecida pelo clube.
Liderança e Fla-Flu apareceram no encerramento da reação
Jorginho destacou que, apesar de não vencer, o Flamengo somava um ponto e continuava na frente. Em sua intervenção, Marcos Fla afirmou que a vantagem era de apenas um ponto e citou o clássico com o Fluminense como o compromisso seguinte da equipe.
O comunicador também corrigiu a referência do volante a uma rodada a menos. O trecho mostrou que a entrevista e a reação misturavam o balanço do empate com a preocupação imediata sobre a sequência do Campeonato Brasileiro, sem apresentar uma tabela detalhada dos demais concorrentes.
Volante terminou cobrando revisão das decisões do elenco
O posicionamento final de Jorginho reuniu duas mensagens: ele discordava do pênalti e da expulsão, mas reconhecia sua parcela no erro e esperava a mesma disposição dos companheiros. A atitude defendida era compreender melhor a pressão adversária e aceitar a solução simples quando insistir no passe aumentasse o risco.
Na sua opinião, o Flamengo deveria afastar mais a bola quando é pressionado ou consegue corrigir esses erros mantendo a saída com passes? Deixe sua opinião nos comentários.
Assista ao vídeo
Assista à entrevista de Jorginho e à reação do canal Marcos Fla.



