O Flamengo fez dois jogos no Mundial de Clubes da FIFA de 2019, em Doha, no Catar: venceu o Al Hilal por 3 a 1, de virada, na semifinal de 17 de dezembro, e perdeu a final para o Liverpool por 1 a 0, com gol de Roberto Firmino na prorrogação, em 21 de dezembro.
As duas partidas foram no Estádio Internacional Khalifa. O time de Jorge Jesus deixou o Catar com o vice, três gols marcados, todos no segundo tempo da semifinal, e a Bola de Prata de Bruno Henrique, entregue pela FIFA no fim do torneio.
Por que o Flamengo estreou direto na semifinal
A vaga veio em 23 de novembro, em Lima, com o 2 a 1 de virada sobre o River Plate que devolveu a Libertadores ao clube depois de 38 anos, segundo a retrospectiva da temporada feita pela Agência Brasil. A decisão contra os argentinos tem matéria própria no acervo.
Sete clubes disputaram a edição de 2019, pela tabela da RSSSF. Como campeão sul-americano, o Flamengo entrou já na semifinal. O adversário saiu do jogo entre o Al Hilal, campeão asiático, e o Espérance, da Tunísia: 1 a 0 para os sauditas, em 14 de dezembro. Do outro lado, o Liverpool, campeão europeu, estreou no dia 18 com 2 a 1 sobre o Monterrey, do México.
Um adversário que Jorge Jesus conhecia por dentro
O Al Hilal tinha sido treinado pelo próprio Jorge Jesus entre 2018 e 2019 e levava no elenco o ex-flamenguista Cuéllar, registrou a Agência Brasil na véspera da semifinal. Em Doha, o time saudita era dirigido por Razvan Lucescu.
O Flamengo chegou com um ataque que tinha somado 94 gols no ano: Arrascaeta, Bruno Henrique e Gabigol, pela conta da agência. A bola rolou às 14h30 de Brasília, com arbitragem do americano Ismail Elfath e dos assistentes Kyle Atkins e Corey Parker.
Semifinal: atrás no intervalo, virada no segundo tempo
Salem Aldawsari abriu o placar para o Al Hilal aos 17 do primeiro tempo. O Flamengo foi para o vestiário perdendo, com 56% de posse de bola e menos finalizações que o rival, quatro contra seis, segundo a ficha da Agência Brasil.
O empate saiu aos 3 do segundo tempo, com Arrascaeta. Aos 28, Jesus trocou Gerson por Diego. Bruno Henrique virou aos 32, e aos 36 Ali Albulayhi marcou contra. Um minuto depois, André Carrillo foi expulso, o que acabou com qualquer reação saudita, na descrição do relato da FIFA.
A FIFA pôs Bruno Henrique no centro da virada. Ele deu o passe para o gol de Arrascaeta, fez o segundo e forçou o gol contra do terceiro. Terminou eleito o melhor em campo.
Final: 90 minutos sem gols e um pênalti desfeito pelo VAR
A final começou às 20h30 no horário de Doha, pelo guia da FIFA para a decisão. O Flamengo teve mais a bola no primeiro tempo: 58% de posse e seis chances de gol contra três, nos números da Agência Brasil. Logo no primeiro minuto do segundo tempo, Firmino acertou a trave.
Aos 45 do segundo tempo, o árbitro catariano Abdulrahman Al Jassim marcou pênalti de Rafinha em Mané e desfez a marcação com a ajuda do VAR. O 0 a 0 levou o jogo para a prorrogação.
O gol saiu aos 8 do primeiro tempo extra, com Firmino, também escolhido o melhor em campo pela FIFA. Foi o primeiro título mundial do Liverpool, que tinha perdido para o próprio Flamengo em 1981, para o Independiente em 1984 e para o São Paulo em 2005, lembrou a agência. A FIFA tratou o resultado como o troco pelo 3 a 0 de Tóquio, contado na matéria do acervo sobre o Mundial de 1981.

Os mesmos onze titulares nas duas partidas
Jesus repetiu a escalação inicial de um jogo para o outro, como mostra a comparação das duas fichas da Agência Brasil: Diego Alves; Rafinha, Rodrigo Caio, Pablo Marí e Filipe Luís; Willian Arão, Gerson e Arrascaeta; Everton Ribeiro, Gabriel Barbosa e Bruno Henrique.
O que mudou foi o banco. Na semifinal entraram Diego, Piris da Motta e Vitinho. Na final, com a prorrogação, foram quatro trocas: Berrío, Lincoln, Vitinho e Diego.
Somados os dois jogos, o Flamengo marcou três gols, todos no segundo tempo da semifinal e um deles contra, e sofreu dois, um de Aldawsari e outro de Firmino.
A Bola de Prata de Bruno Henrique
Na lista de premiados da FIFA, Mohamed Salah, do Liverpool, ficou com a Bola de Ouro, Bruno Henrique com a de Prata e Carlos Eduardo, do Al Hilal, com a de Bronze. A entidade chamou o atacante de melhor jogador do Flamengo no torneio e justificou a escolha pela semifinal, em que ele participou dos três gols.
Depois de Doha: o Al Hilal de novo e outra decisão no Catar
O Al Hilal voltou a cruzar o caminho do Flamengo na semifinal do Mundial de 2022, disputada em 7 de fevereiro de 2023, em Tânger, no Marrocos. Venceu por 3 a 2, com dois gols de pênalti de Aldawsari no primeiro tempo e Gerson expulso; Pedro fez os dois do Flamengo, segundo a FIFA. Com o gol de 2019, Aldawsari soma três contra o Flamengo em semifinais de Mundial.
Em 17 de dezembro de 2025, o Flamengo voltou a decidir no Catar, contra o PSG, na final da Copa Intercontinental, no Estádio Ahmad bin Ali, em Al Rayyan. Empatou por 1 a 1 e perdeu nos pênaltis por 2 a 1, pelo resumo da FIFA. O trio de arbitragem era o mesmo da semifinal de 2019: Ismail Elfath, Corey Parker e Kyle Atkins, conforme a ficha técnica do Flamengo.
O caminho para a próxima decisão desse porte passa pela semifinal da Libertadores contra o Estudiantes, que tem retrospecto no acervo. O campeão sul-americano, conhecido em 28 de novembro, em Montevidéu, enfrenta o Toluca, atual campeão da Concacaf, no Dérbi das Américas da Copa Intercontinental de 2026, informou a FIFA.



