O Flamengo disputou três jogos da Copa Intercontinental da FIFA de 2025 no Catar, entre 10 e 17 de dezembro: venceu Cruz Azul e Pyramids, ganhou as taças do Dérbi das Américas e da Copa Challenger e perdeu a final para o Paris Saint-Germain por 2 a 1 nos pênaltis, depois do 1 a 1 no tempo normal e na prorrogação.
Os três jogos foram no Estádio Ahmad bin Ali, em Al Rayyan. Arrascaeta participou dos cinco gols do time no torneio, e o goleiro russo Matvei Safonov, do PSG, pegou quatro cobranças na disputa que decidiu o título.
Por que o Flamengo só entrou em campo em dezembro
O torneio reúne os seis campeões continentais em quatro fases, de setembro a dezembro, segundo o guia da FIFA sobre a edição de 2025. O Flamengo entrou como campeão da Libertadores, conquistada em 29 de novembro com o 1 a 0 sobre o Palmeiras na final. Quatro dias depois, em 3 de dezembro, levou também o Brasileirão.
O PSG, campeão da Liga dos Campeões, foi direto para a final. Do outro lado da chave, o Pyramids, do Egito, campeão africano, bateu o Auckland City por 3 a 0 no Cairo, em 14 de setembro, e o Al Ahli, da Arábia Saudita, por 3 a 1 em Jeddah, em 23 de setembro. As três últimas partidas ficaram para o Catar.
Dérbi das Américas: Arrascaeta fez os dois gols contra o Cruz Azul
A estreia foi em 10 de dezembro, às 14h de Brasília, contra o Cruz Azul, do México, campeão da Concacaf. Arrascaeta marcou os dois gols do 2 a 1, um em cada tempo, e Jorge Sánchez empatou para os mexicanos no fim do primeiro tempo, segundo o relato oficial do Flamengo. A FIFA escolheu o uruguaio como o melhor em campo.
A vitória valeu a primeira taça no Catar e fez do Flamengo o primeiro sul-americano a vencer o Dérbi das Américas. Na edição de 2024, o Pachuca tinha batido o Botafogo por 3 a 0, lembrou a FIFA no resumo do jogo. Pela conta da entidade, Arrascaeta chegou a 98 gols pelo clube. O público foi de 7.108 pessoas, o mesmo número da ficha publicada pelo Terra.

Copa Challenger: Léo Pereira e Danilo decidiram de cabeça contra o Pyramids
Em 13 de dezembro, o Flamengo venceu o Pyramids por 2 a 0. Léo Pereira marcou de cabeça no primeiro tempo e Danilo repetiu a jogada no segundo, os dois em cobranças de falta de Arrascaeta, segundo a Agência Brasil. Danilo já tinha feito, também de cabeça, o gol do título da Libertadores contra o Palmeiras.
A FIFA elegeu Jorge Carrascal o melhor em campo. Na reta final, Pedro entrou no lugar dele e voltou a jogar depois de 52 dias fora, informou o site do clube. O público foi de 8.368 pessoas. A taça também era inédita para um sul-americano, registrou a FIFA.
A final: Kvaratskhelia abriu o placar e Jorginho empatou de pênalti
A decisão, em 17 de dezembro, às 14h de Brasília, teve 42.150 pessoas no estádio, segundo a ficha da partida na FIFA. No relato em inglês, a entidade descreveu o estádio como lotado e com a torcida pendendo para o PSG. Logo no começo, o árbitro de vídeo anulou um gol de Fabián Ruiz, porque a bola tinha saído pela linha de fundo.
Kvaratskhelia abriu o placar no primeiro tempo, depois de um cruzamento rasteiro de Doué que Rossi desviou com a ponta dos dedos. No segundo tempo, Marquinhos derrubou Arrascaeta na área, o árbitro americano Ismail Elfath revisou o lance no vídeo e marcou pênalti. Jorginho deslocou Safonov e empatou, conforme o relato do Flamengo.
O PSG teve a melhor chance de vencer nos acréscimos, quando Marquinhos furou dentro da área, e o jogo foi para a prorrogação. No tempo extra, Léo Ortiz evitou um gol de João Neves e Rossi defendeu um chute de Nuno Mendes já perto do fim, descreveu a FIFA no resumo em português.
Pênalti a pênalti: as quatro defesas de Safonov
Pela sequência descrita pela FIFA, o Flamengo bateu primeiro. De la Cruz converteu e Vitinha empatou. Safonov pegou a cobrança de Saúl, e Dembélé, que tinha recebido na véspera o prêmio The Best de melhor jogador do ano, mandou por cima. Na terceira série, o goleiro russo defendeu a de Pedro, e Nuno Mendes pôs o PSG na frente.
Na quarta série, Safonov parou Léo Pereira e Rossi pegou a de Barcola. Luiz Araújo bateu a quinta do Flamengo e também parou no goleiro do PSG, que fechou a disputa em 2 a 1 e foi eleito o melhor em campo. A CNN Brasil registrou os mesmos batedores e o mesmo 2 a 1.
O que os números do Catar mostram
Somando os três jogos, o Flamengo fez cinco gols e sofreu dois, com duas vitórias e um empate decidido nos pênaltis. Arrascaeta esteve em todos os cinco gols. Fez os dois contra o Cruz Azul, cobrou as faltas dos dois contra o Pyramids e sofreu o pênalti que Jorginho converteu na final.
Foram 7.108 pessoas contra o Cruz Azul, 8.368 contra o Pyramids e 42.150 na final, quase seis vezes o público da estreia. Nos três jogos, 57.626 pessoas passaram pelo Ahmad bin Ali, pela soma dos números da FIFA. O clube fechou a temporada com Supercopa do Brasil, Carioca, Libertadores, Brasileirão, Dérbi das Américas e Copa Challenger, lista que o próprio Flamengo publicou depois da final.
De 1981 ao caminho de 2026
O vice no Catar veio 44 anos depois do título de 1981, quando o Flamengo bateu o Liverpool por 3 a 0 em Tóquio, segundo a FIFA. Os gols daquela final estão na matéria do acervo sobre o Mundial de 1981.
A edição de 2026 já começou. O Mamelodi Sundowns, da África do Sul, venceu o Al Ahli por 2 a 1 em Pretória, em 19 de setembro, e espera na Copa Challenger o vencedor do Dérbi das Américas entre o Toluca, campeão da Concacaf, e o campeão da Libertadores de 2026, segundo a FIFA. A final terá o PSG, atual campeão. O Flamengo, que enfrenta o Estudiantes na semifinal da Libertadores, só volta a esse caminho se vencer a decisão de 28 de novembro, em Montevidéu.



