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História

Adílio no Flamengo: o meio-campista que também apareceu nos gols das decisões

Além da construção das jogadas, Adílio deixou sua marca contra Liverpool e Santos. Conheça o papel do jogador na geração que transformou a história do clube.

Taças do Flamengo expostas na sala de troféus da Gávea
Acervo de troféus do Flamengo na Gávea em 9 de dezembro de 2007. A imagem contextualiza a memória do clube e não é um retrato de Adílio. Tito Martins / Wikimedia Commons, CC BY 3.0. Redimensionada; corte de exibição adaptado à tela.

Adílio não ficou na história do Flamengo apenas por participar da construção das jogadas. Em duas decisões centrais para aquela geração, ele apareceu também na área: marcou contra o Liverpool, em 1981, e contra o Santos, em 1983.

No perfil publicado pelo Flamengo em maio de 2016, o clube descreve um meio-campista capaz de cadenciar o jogo e organizar as ações ao lado de Zico. A trajetória no profissional rubro-negro é situada entre 1975 e 1987.

O segundo gol em Tóquio

Na vitória por 3 a 0 sobre o Liverpool, Adílio fez o segundo gol. A jogada nasceu de uma falta cobrada por Zico: depois da defesa de Grobbelaar, o meio-campista aproveitou a sobra. Nunes marcou os outros dois gols.

O lance, detalhado no relato da conquista de 1981, ajuda a enxergar uma função que a palavra “organizador” não esgota. Naquela jogada, ele acompanhou a cobrança e ocupou a área para concluir.

Contra o Santos, outra chegada decisiva

Na vitória por 3 a 0 sobre o Santos na decisão brasileira de 1983, Adílio marcou o terceiro gol. O perfil do Flamengo destaca essa participação ao recordar sua importância na geração de Zico, Júnior, Leandro e Andrade.

Nos dois jogos, o Flamengo venceu por 3 a 0. Em Tóquio, Adílio ampliou a vantagem; contra o Santos, fechou o placar. Duas chegadas à área que ajudaram a definir títulos, além do trabalho de organização no meio-campo.

Troféu intercontinental conquistado pelo Flamengo em 1981 exposto na Gávea
Taça Intercontinental de 1981, conquista da equipe de Adílio. Foto de 11 de janeiro de 2019, na Gávea. Tekteu, CC BY-SA 4.0. Redimensionada sem alteração do conteúdo.

O vínculo continuou depois dos jogos

O mesmo registro do clube lembra a atuação de Adílio como treinador das categorias de base. Depois de jogar no profissional, ele voltou a trabalhar no clube na formação de atletas.

Adílio morreu em 5 de agosto de 2024, aos 68 anos. A reportagem do ge sobre a despedida na Gávea registrou a presença de ex-jogadores e torcedores no dia seguinte.

Para entender o meio-campo daquela equipe por outro personagem, veja a trajetória de Andrade, que depois retornaria ao clube como treinador campeão brasileiro.