Adílio não ficou na história do Flamengo apenas por participar da construção das jogadas. Em duas decisões centrais para aquela geração, ele apareceu também na área: marcou contra o Liverpool, em 1981, e contra o Santos, em 1983.
No perfil publicado pelo Flamengo em maio de 2016, o clube descreve um meio-campista capaz de cadenciar o jogo e organizar as ações ao lado de Zico. A trajetória no profissional rubro-negro é situada entre 1975 e 1987.
O segundo gol em Tóquio
Na vitória por 3 a 0 sobre o Liverpool, Adílio fez o segundo gol. A jogada nasceu de uma falta cobrada por Zico: depois da defesa de Grobbelaar, o meio-campista aproveitou a sobra. Nunes marcou os outros dois gols.
O lance, detalhado no relato da conquista de 1981, ajuda a enxergar uma função que a palavra “organizador” não esgota. Naquela jogada, ele acompanhou a cobrança e ocupou a área para concluir.
Contra o Santos, outra chegada decisiva
Na vitória por 3 a 0 sobre o Santos na decisão brasileira de 1983, Adílio marcou o terceiro gol. O perfil do Flamengo destaca essa participação ao recordar sua importância na geração de Zico, Júnior, Leandro e Andrade.
Nos dois jogos, o Flamengo venceu por 3 a 0. Em Tóquio, Adílio ampliou a vantagem; contra o Santos, fechou o placar. Duas chegadas à área que ajudaram a definir títulos, além do trabalho de organização no meio-campo.

O vínculo continuou depois dos jogos
O mesmo registro do clube lembra a atuação de Adílio como treinador das categorias de base. Depois de jogar no profissional, ele voltou a trabalhar no clube na formação de atletas.
Adílio morreu em 5 de agosto de 2024, aos 68 anos. A reportagem do ge sobre a despedida na Gávea registrou a presença de ex-jogadores e torcedores no dia seguinte.
Para entender o meio-campo daquela equipe por outro personagem, veja a trajetória de Andrade, que depois retornaria ao clube como treinador campeão brasileiro.
