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Rossi segura a pressão do Estudiantes na Argentina, mas empate do Flamengo na semifinal da Libertadores esconde uma noite de dificuldades para atacar

Rossi ajuda Flamengo a segurar 0 a 0 com Estudiantes na Argentina. Sem chute no alvo, time decide a semifinal da Libertadores no Maracanã.

Time do Flamengo posa para a foto oficial antes do jogo contra o Estudiantes pela Libertadores
Time do Flamengo posa para a foto oficial antes do jogo contra o Estudiantes pela Libertadores. Imagem de arquivo/Flamengo, direitos reservados, reprodução editorial. Redimensionada; corte de exibição adaptado à tela.

O Flamengo empatou por 0 a 0 com o Estudiantes, em La Plata, na ida da semifinal da Libertadores. Rossi defendeu as finalizações argentinas, enquanto o ataque rubro-negro terminou sem acertar o gol de Muslera. A classificação será decidida no Maracanã, com vitória classificando e novo empate levando aos pênaltis.

O Flamengo saiu de La Plata com um empate por 0 a 0 diante do Estudiantes, mas deixou a Argentina sem acertar uma finalização no gol adversário. Rossi protegeu a meta, a defesa evitou oportunidades perigosas e o ataque teve uma noite de pouca produção na ida da semifinal da Libertadores.

O compacto publicado pelo canal ESPN Brasil, em 16 de outubro de 2026, destaca a pressão argentina e a atuação do goleiro rubro-negro. A partida foi disputada na quinta-feira, dia 15, e terminou com a vaga na final em aberto para o confronto de volta no Maracanã.

Cinco tentativas do Flamengo terminam sem chute no alvo

O Flamengo teve cinco finalizações, nenhuma na direção do gol de Muslera. O Estudiantes terminou com 21 tentativas, seis delas no alvo, segundo os números apresentados pelo ge na cobertura da partida.

Muslera não precisou defender um arremate no gol, enquanto Rossi teve de responder às finalizações argentinas. O resultado preservou as chances de classificação, mas o Flamengo não conseguiu transformar suas tentativas de avançar em oportunidades que obrigassem o goleiro adversário a intervir. O ataque terminou o jogo sem alterar esse cenário.

Rossi dá segurança sem depender de defesas espetaculares

Rossi foi avaliado pelo ge como um dos destaques do Flamengo. Na análise das atuações, o goleiro recebeu nota 7 e teve ressaltada a segurança nas seis bolas que chegaram à meta, sem grande dificuldade. O portal também apontou sua participação na saída de bola.

A atuação teve como marca evitar erros e dar continuidade às jogadas defensivas. O destaque de Rossi não significa que todas as tentativas argentinas tenham exigido intervenções excepcionais.

Léo Pereira e Alex Sandro também impedem o gol argentino

A proteção da meta contou com intervenções de outros defensores. Aos 32 minutos do primeiro tempo, Palacios aproveitou uma sobra e finalizou, mas Léo Pereira apareceu quase sobre a linha para cortar.

Na etapa final, Alex Sandro bloqueou uma conclusão de Núñez depois de escanteios consecutivos. O relato oficial do Flamengo também registrou defesa de Rossi numa finalização de Cetré aos 37 minutos. As ações distribuídas entre goleiro e defensores foram necessárias para segurar o resultado num jogo em que o adversário ocupou mais vezes a área rubro-negra.

Estudiantes pressiona desde o início em La Plata

O Estudiantes começou dificultando a saída de bola e buscando espaço no campo ofensivo. Logo aos dois minutos, Rodríguez chutou de fora da área, e Rossi defendeu em dois tempos. O Flamengo tentou responder pelos lados, mas não encontrou facilidade para concluir suas primeiras construções.

Saúl cruzou para Bruno Henrique, que não conseguiu completar de cabeça, e Carrascal levantou uma falta afastada pela defesa argentina.

Bruno Henrique e Samuel Lino recebem críticas pela produção

A avaliação do ge destacou dificuldades de Bruno Henrique em ações básicas quando a bola chegou ao ataque. O centroavante foi substituído por Pedro na parte final do segundo tempo. Samuel Lino também recebeu críticas por perdas de bola e decisões que interromperam possíveis avanços rubro-negros.

As observações ajudam a localizar o problema além da estatística de finalizações. O Flamengo tinha dificuldade para sustentar as jogadas perto da área e dar sequência aos movimentos iniciados pelos companheiros. Na análise do portal, Carrascal foi o jogador mais ativo do meio para a frente, embora também encontrasse problemas na conclusão de algumas ações.

Paquetá valoriza o resultado dentro de uma semifinal em dois jogos

Paquetá apresentou uma avaliação favorável ao aspecto competitivo do empate. Na entrevista depois da partida, classificou a atuação como inteligente e disse que o time soube suportar os momentos de pressão. Para ele, era importante considerar a semifinal como uma disputa de duas partidas, com a definição em casa.

O meia ressaltou o apoio da torcida no Maracanã e a possibilidade de buscar a classificação diante dela. Sua leitura valorizava o resultado obtido fora, apesar da superioridade argentina nas tentativas.

Jardim reconhece dificuldade para atacar e critica os contatos

Leonardo Jardim reconheceu que o Flamengo não atacou como pretendia. Na entrevista coletiva reproduzida pelo ge, atribuiu parte da dificuldade ao mérito do Estudiantes nos duelos e reclamou da quantidade de contatos permitidos pela arbitragem. Também negou que tivesse levado a equipe para buscar apenas o empate.

O treinador explicou que considerou a força aérea do adversário ao administrar as substituições. Segundo Jardim, retirar referências físicas poderia aumentar a vulnerabilidade em cruzamentos e escanteios. A manutenção dessa estrutura foi sua justificativa para escolhas feitas ao longo de uma partida em que o Flamengo não conseguiu produzir o ataque esperado.

Medina elogia sua equipe e lamenta falta de efetividade

O técnico do Estudiantes, Alexandre Medina, aprovou a postura de seus jogadores, mas lamentou a ausência de gols. Em declarações publicadas pelo ge, afirmou que a equipe executou o jogo que pretendia e criou as melhores chances. Também destacou que Muslera não precisou fazer defesas.

Medina apontou a necessidade de mais calma e qualidade no último passe para transformar o domínio em vitória. O treinador ainda reclamou de cartões que, em sua avaliação, deveriam ter sido aplicados ao Flamengo. As falas dos dois técnicos apresentaram interpretações diferentes sobre a arbitragem, enquanto ambos reconheceram dificuldades para converter o jogo em gols.

Ausências de Jorginho e Arrascaeta antecedem o duelo

O Flamengo chegou à Argentina sem Jorginho, suspenso depois da expulsão nas quartas de final, e sem Arrascaeta, em recuperação de uma fratura no punho esquerdo. A prévia oficial publicada pelo clube também listou Danilo, Evertton Araújo e Ayrton Lucas entre os desfalques.

As ausências reduziram as opções disponíveis para Leonardo Jardim, mas não foram tratadas pelo treinador como motivo para abandonar a confiança no elenco. O meio-campo começou com Pulgar, Saúl e Paquetá. A equipe precisou enfrentar a pressão argentina com essa formação e com as alternativas que estavam à disposição no banco.

Falta de chute certo interrompe intervalo de dois anos

O jogo teve uma marca incomum para o Flamengo. Segundo levantamento do Gato Mestre, área de dados do ge, o clube não terminava uma partida sem finalização certa desde o empate com o Corinthians, na semifinal da Copa do Brasil de 2024.

A comparação tem uma diferença importante: naquele duelo, Bruno Henrique foi expulso ainda no primeiro tempo, e o Flamengo defendia a vitória obtida na ida. Contra o Estudiantes, ambos terminaram com 11 jogadores, e a semifinal estava apenas começando. O dado dimensiona a baixa produção sem tornar iguais os contextos das duas partidas.

Rossi destaca entrega, e Ortiz projeta mais controle

Rossi valorizou o fato de o Flamengo não ter saído derrotado e ressaltou o esforço coletivo numa semifinal que considerava difícil. Na projeção dos jogadores para a volta, o goleiro defendeu a importância de levar a decisão ao Maracanã sem gols sofridos.

Léo Ortiz apontou o retorno de Jorginho como uma possibilidade de aumentar o controle do meio-campo. Alex Sandro, por sua vez, cobrou atenção ainda maior e correções para o segundo confronto. As avaliações combinavam o valor do empate com a necessidade de melhorar, sem tratar o mando de campo como garantia de classificação.

Bahia aparece no calendário antes da decisão continental

Antes de voltar a enfrentar o Estudiantes, o Flamengo tem compromisso com o Bahia pelo Campeonato Brasileiro. A partida está marcada para domingo, 18 de outubro, às 18h30, na Arena Fonte Nova, pela 31ª rodada.

O compromisso em Salvador antecede a quinta-feira de Libertadores. Jardim terá de preparar a equipe para as duas competições, enquanto busca uma resposta ofensiva melhor do que a apresentada em La Plata. O empate deixou a semifinal aberta, mas a agenda ainda exige uma passagem pelo Brasileirão antes do reencontro com os argentinos.

Vitória no Maracanã classifica; novo empate leva aos pênaltis

A volta está marcada para 22 de outubro, às 21h30, no Maracanã, horário informado no comunicado oficial de ingressos do Flamengo. Quem vencer avança à final. Um novo empate, por qualquer placar, levará a definição da vaga diretamente para a disputa de pênaltis.

O Flamengo chega ao segundo confronto sem desvantagem no placar, mas também sem vantagem construída na Argentina. Rossi e a defesa preservaram o zero; a próxima etapa exigirá que o time encontre caminhos para ameaçar Muslera. A classificação permanece em aberto depois de uma primeira partida marcada pelo domínio ofensivo do Estudiantes.

Na sua opinião, o que o Flamengo precisa mudar primeiro para o jogo de volta: a criação no meio-campo ou a atuação dos atacantes? Deixe sua opinião nos comentários.

Assista ao vídeo

Assista ao compacto no canal ESPN Brasil.

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