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Nadadora brasileira deixou o recorde masculino do peito três segundos para trás

Maria Lenk fez 2min56s nos 200 m peito em 1939, melhor que o recorde masculino de 2min59s. Veja a história da nadadora e a ligação com o Flamengo.

Nadadora brasileira deixou o recorde masculino do peito três segundos para trás
Imagem da reportagem «File:180623 Natacao Campeonato Paulista Infantil de Inverno 2 Cam 1919 04.jpg - Wikimedia Commons» (commons.wikimedia.org). Foto: StephanFreitas/Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0). Origem, direitos reservados, reprodução editorial. Redimensionada; corte de exibição adaptado à tela.

Maria Lenk nadou os 200 metros peito em 2min56s no dia 8 de novembro de 1939, no Fluminense, e o tempo foi melhor que o recorde masculino da prova, de 2min59s. Ela foi a primeira brasileira a estabelecer um recorde mundial de natação. A marca de uma mulher ficou três segundos abaixo da marca dos homens.

Uma nadadora que chegou cedo aos Jogos

Lenk nasceu em São Paulo, em 15 de janeiro de 1915. Aos 17 anos foi a Los Angeles 1932, a única mulher entre 82 atletas da delegação brasileira e a primeira sul-americana a disputar uma competição olímpica. Lá ficou em 20º nos 100 m livre e em 11º nos 200 m peito.

Classificação do Brasileirão
#TimePtsJSG
1ºFlamengo7032+37
2ºPalmeiras6932+34
3ºCruzeiro5432+5
4ºAthletico Paranaense5432+12
5ºFluminense5132+9
6ºAtlético-MG5032+6
Fonte: ESPN

Quatro anos depois, em Berlim 1936, ela tinha 21 anos e terminou em 13º nos 200 m peito. Problemas no ombro atrapalharam a prova. Ela também foi a primeira mulher a competir no nado borboleta em uma Olimpíada.

O recorde de Maria Lenk em 1939

Em 1939 ela bateu duas marcas mundiais. Nos 400 m peito, fez 6min16s no V Concurso de Natação, no Clube de Regatas Botafogo, poucos dias antes da prova dos 200 m. Nos 200 m peito, o tempo de 2min56s saiu no Fluminense, em 8 de novembro. Nesta distância, o recorde masculino estava em 2min59s.

Até quando a marca durou

O Hall da Fama do COB diz que um desses recordes só foi batido em 1941. A página não diz qual deles, então não dá para afirmar que os dois ficaram de pé até essa data. Para entender o histórico completo das marcas, a melhor referência é o próprio registro do COB.

Uma história que passa pelo Flamengo

Lenk nadou pelo Flamengo e treinava no clube. Segundo a Agência Brasil, ela ajudou a equipe a conquistar diversos títulos. Quem acompanha o clube sabe que recordes não são novidade na história rubro-negra, como mostra a goleada de 8 a 1 sobre o Botafogo.

Ela morreu em 16 de abril de 2007, aos 92 anos, após a ruptura de um aneurisma na aorta durante um treino na piscina do Flamengo. Mesmo com osteoporose, continuou competindo entre os masters e nadava 1.500 metros por dia até o fim da vida. Em 2022, a Lei 14.418 a reconheceu como patrona da natação brasileira.

Recordes recentes também viram notícia no clube, como os 14 gols de Samuel Lino em 2026, que igualaram a melhor temporada da carreira dele. Para a história completa da nadadora, a biografia no Hall da Fama do COB é o caminho mais direto.

Fonte: cob.org.br.

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