O caso Marcos Rojo, do Estudiantes, pode mudar a semifinal da Libertadores que o Flamengo perdeu nos pênaltis. O clube levou o caso ao Tribunal Arbitral do Esporte (CAS) e pede que o resultado seja decidido fora de campo.
Para entender o pedido, é preciso voltar ao início de outubro. Em 9 de outubro, o Estudiantes pediu à Conmebol que incluísse Rojo na lista da semifinal, no lugar de um jogador lesionado. Só que a janela de transferências na Argentina tinha fechado em 2 de setembro. O atleta ainda tinha jogado pelo Racing até 27 de setembro.
Conta simples: o pedido chegou 37 dias depois do fechamento da janela. Essa diferença está no centro da disputa.
Marcos Rojo e a recusa da Conmebol
A Conmebol consultou a FIFA e recusou a substituição em 14 de outubro. Em 15 de outubro, manteve a decisão, antes do jogo de volta. Foi nesse momento que o Estudiantes foi ao CAS e incluiu o Flamengo como parte do processo.
- 2 de setembro: fecha a janela de inscrições na Argentina
- 27 de setembro: última partida oficial de Rojo pelo Racing
- 9 de outubro: Estudiantes pede a inclusão do jogador na semifinal
- 14 de outubro: Conmebol recusa a substituição
- 15 de outubro: Conmebol mantém a recusa; Estudiantes anuncia recurso ao CAS
- 16 de outubro: Flamengo é chamado ao processo
- 21 de outubro: CAS autoriza a participação de Rojo de forma provisória
Entre a recusa da Conmebol e a decisão do CAS passaram 7 dias. O Flamengo entrou no caso 5 dias antes dessa decisão.
O que o Flamengo pede e o que diz a imprensa argentina
O clube afirma que avisou o CAS, antes da semifinal, que apresentaria reclamação se Rojo fosse escalado. Depois do jogo, disse ter apresentado a reclamação no prazo, com base no artigo 24.1.b do Código Disciplinar da Conmebol, e pediu que o caso seja decidido antes da final.
O artigo 19 do mesmo código, citado pelo clube, diz que a equipe responsável por escalação indevida será considerada perdedora por 3 a 0. O Flamengo também lembra um precedente de 2018: a Conmebol mudou o resultado de um jogo do Santos nas oitavas pelo mesmo motivo.
A reportagem do 442 Perfil traz outra leitura da decisão de 21 de outubro:
| Ponto | Versão do Flamengo (nota oficial) | Versão do 442 Perfil |
|---|---|---|
| Situação de Rojo | Participação autorizada de forma provisória | O TAS "dejó sin efecto la restricción" e o jogador ficou habilitado |
| Consequências esportivas | CAS negou ao Estudiantes a garantia de que não haveria efeitos | Não menciona essa negativa |
O que muda se a decisão sair antes da final
Qual é a dúvida do torcedor? O que acontece se o CAS aplicar o artigo 19 antes da final. A resposta depende de duas coisas: a Conmebol aplicar esse artigo ao caso e a decisão sair antes da final, pedido que o clube faz. Segundo a nota do Flamengo, o CAS liberou o jogador só de forma provisória, e a decisão final ainda não saiu.
Se o artigo 19 for aplicado, o Estudiantes perderia por 3 a 0, como diz o texto citado pelo clube, e a vaga na final mudaria de dono. Se o CAS mantiver a liberação, o resultado de campo continua valendo. O próximo passo concreto é a decisão final do CAS.
Fonte: ge.



