A eliminação do Flamengo na Libertadores veio nos pênaltis, depois de um 0 a 0 no tempo normal contra o Estudiantes. Segundo o ge, cinco fatores ajudam a entender a queda de um time tecnicamente superior aos argentinos. Veja cada um deles abaixo.
O jogo decisivo foi no Maracanã, na última quinta-feira, com 72 mil pessoas. O Estudiantes eliminou o atual campeão e favorito ao título. O técnico argentino Alexander "Cacique" Medina resumiu a semifinal: "Em 180 minutos, o Flamengo teve poucas chances de gol".
- Eliminado: Flamengo, na semifinal da Libertadores, nos pênaltis
- Placar: 0 a 0 no tempo normal, no Maracanã
- Cobranças: Arrascaeta e Léo Pereira converteram; Jorginho perdeu a primeira cobrança do Flamengo
- Brasileirão: Flamengo segue líder, um ponto à frente do Palmeiras, com sete jogos pela frente
A postura do Flamengo diante do Estudiantes
Na Argentina, o Flamengo não teve nenhuma chance de gol. No Maracanã, foram só duas oportunidades. Uma foi uma finalização de Royal bloqueada na pequena área, aos 23 minutos. A outra foi um chute de Pedro para fora, cara a cara com Muslera, aos 32. Tudo isso com os dois times em 11 contra 11.
Esfriar o jogo como visitante tinha lógica, já que o fator casa estava com o Flamengo. Mas a paciência durou demais. O time trocou a pressa pela calma quando a bola rolou no Maracanã. O relógio virou inimigo do Flamengo.
Prioridade dividida e escalação
O Estudiantes poupou o time inteiro no domingo e perdeu em casa, por 2 a 1, para o San Lorenzo. No mesmo dia, o Flamengo entrou com força máxima e venceu o Bahia por 3 a 0, na Fonte Nova. Os argentinos estavam mais inteiros fisicamente. O Flamengo, contra o Estudiantes, jogou em uma rotação abaixo do habitual.
A escalação também pesou. Leonardo Jardim voltou a escalar Paquetá no lugar de Arrascaeta. Paquetá não foi bem no primeiro tempo, com decisões erradas que irritaram a torcida. Depois da saída de Pulgar, ele cresceu e passou a vir mais de trás. Deu um ótimo lançamento para Plata, aos 36 minutos do segundo tempo, e teve uma cabeçada que passou raspando pela trave, aos 41.
Substituições tardias e o pênalti que virou baque
O Estudiantes ficou com um jogador a menos aos quatro minutos do segundo tempo, com a expulsão de Rodríguez. Mesmo assim, o Flamengo demorou para mexer. Arrascaeta entrou só aos 18 minutos. Bruno Henrique, Plata e Ayrton Lucas entraram aos 35. Freitas foi a última troca, aos 42.
Jardim colocou Arrascaeta 14 minutos depois de o time ficar com um a mais, quando o Estudiantes já tinha se fechado. Na hora de abrir mão de defesa, tirou Carrascal. Só tirou um volante, Pulgar, aos 35.
Nos pênaltis, Jardim colocou os melhores cobradores logo no início. Arrascaeta e Léo Pereira converteram. Jorginho perdeu a primeira cobrança do Flamengo. Ele costuma dar um pulinho olhando o goleiro e bater no outro lado. Desta vez, cansado e nervoso, não percebeu que Muslera tinha virado o corpo para a direita. Chutou na mesma direção. Paquetá e Bruno Henrique também bateram mal depois.
Então, o que explicou a eliminação? Não foi um erro só. Postura, prioridade no Brasileirão, escalação, tempo das trocas e pênaltis se somaram. Para o torcedor, a Libertadores acabou e o foco volta ao Brasileirão, onde o Flamengo segue líder com sete jogos pela frente.
Fonte: ge.



