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Canto de Mengo: o grito que pode empurrar o Flamengo à final da Libertadores hoje

O Canto de Mengo volta às arquibancadas do Maracanã na semifinal da Libertadores contra o Estudiantes. Entenda a origem do grito e o que esperar.

Torcida do Flamengo com mosaico de escudos rubro-negros na arquibancada do Maracanã, no jogo contra o Independiente del Valle
Torcida do Flamengo com mosaico de escudos rubro-negros na arquibancada do Maracanã, no jogo contra o Independiente del Valle. Foto: Divulgação / Flamengo, imagem da página oficial «Flamengo x Fluminense: informações sobre ingressos para o clássico pelo Campeonato Brasileiro», publicada no flamengo.com.br em 22 de setembro de 2026; direitos reservados. Imagem de arquivo do clube; não retrata o fato desta reportagem. Origem, direitos reservados, reprodução editorial. Redimensionada; corte de exibição adaptado à tela.

O Clube de Regatas do Flamengo enfrenta o Estudiantes nesta quinta-feira, às 21h30 (de Brasília), na semifinal da Libertadores, e o canto de Mengo deve tomar o Maracanã. Segundo o ge, o grito voltou a ecoar nas arquibancadas durante a campanha invicta do time na competição.

Para quem vai ao estádio ou acompanha de casa, a arquibancada entra na conta. O time busca uma vaga na final depois de empatar por 0 a 0 na Argentina. Mas por que um nome tão curto tem tanta força?

Canto de Mengo: de onde vem o grito

A palavra é uma redução do nome Flamengo, feita sem perder o sentido, segundo o escritor Paulo Tinoco, autor do livro "Flamengo — O Fenômeno Nacional". Ele localiza a origem em 1951, no programa humorístico Balança Mas Não Cai, da Rádio Nacional.

Um dos quadros trazia o Peladinho, personagem alucinado pelo clube. Quando o time perdia, ele criticava a torcida inteira. Quando ganhava, o Flamengo era o máximo, e o bordão era Mengo, tu é o maior.

Para Tinoco, o grito tem o poder de uma oração. Ele acredita que, como um mantra, deveria ser cantado por mais tempo. O som também mudou ao longo das décadas: no fim dos anos 70 era outro, e nos anos 80 mudou de novo.

Por que o grito sumiu e voltou

Para algumas pessoas, o canto ficou adormecido nas arquibancadas. O preço alto do ingresso, o público em constante mudança e as novas músicas ocuparam o espaço. Nesta Libertadores, porém, ele voltou com força.

André Diniz, compositor e rubro-negro, descreve o momento em que o "Mengo" ininterrupto ecoa enquanto o Flamengo tem a bola e encurrala o adversário. É o que ele mais gosta. Para ele, time e torcida formam uma conexão: quando o time vai mal, a torcida empurra; quando vai bem, impulsiona ainda mais.

O exemplo mais recente veio contra o Independiente del Valle. Com Jorginho expulso, a torcida puxou o "Mengo" e, com gol de Arrascaeta, o time chegou a mais uma semifinal. Leonardo Jardim disse depois que o time nem sentiu a falta do jogador, porque a torcida fez o papel de 12º jogador.

Quadro de serviço: a noite de quinta-feira

  • Jogo: Flamengo x Estudiantes, semifinal da Libertadores
  • Horário: 21h30 (de Brasília)
  • Local: Maracanã
  • Ponto de partida: empate por 0 a 0 na Argentina
  • Campanha: invicta na Libertadores

O dado mais forte fica para o fim. Paulo Tinoco tem catalogadas 1.560 músicas relacionadas ao clube. Evandro Bocão, ex-diretor de bateria de torcida, lembra que o "Mengo" sempre foi o principal grito da arquibancada e completa: "Esse canto nunca pode se afastar".

Para André Diniz, o segredo é o momento certo. Se o grito ecoar na hora certa, o "Mengo" que encurrala o adversário deixa o rival zonzo, e fica muito difícil bater o Flamengo.

Fonte: ge.

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